Taxistas concluem curso de espanhol em Maringá
Marcos Zanatta
De Maringá
Os taxistas de Maringá estão aprendendo noções de espanhol para atender os passageiros de países vizinhos que visitam a cidade. O curso, que inclui ainda atualização no Código de Trânsito Brasileiro e urbanismo da cidade, é uma exigência para todos os motoristas que pretendem continuar na profissão. A partir do próximo ano, a Secretaria de Transportes vai exigir o curso e participação nos programas de reciclagem para renovar os alvarás. O curso foi tão bem aceito que alguns taxistas formaram turmas para aprofundar o aprendizado da língua, revela o secretário José Henrique de Camargo.
Hoje Maringá tem 156 taxistas e a prefeitura vai abrir mais nove vagas para atender as categorias especiais que serão criadas no novo aeroporto. Segundo Camargo, a partir da entrada em operação do aeroporto, no início do próximo ano, serão liberados os táxis de luxo e especiais. Maringá está se tornando um pólo especializado em serviços, e acreditamos em um grande movimento de executivos com o novo aeroporto, diz. Estamos preparando cada setor que atua diretamente com os visitantes.
Ontem os taxistas que trabalham nos pontos mais movimentados, como rodoviária, aeroporto e na frente dos hotéis, receberam os diplomas. A partir da próxima semana, começa o treinamento de outra turma. Camargo também destaca a importância de os taxistas conhecerem bem a cidade e a região. O curso oferece orientação em cima de mudanças no sistema viário e também opções de lazer recentes, que muitas vezes o motorista não conhece. Os taxistas aprovaram a iniciativa.
Manoel Daniel, 77 anos e 25 como taxista, considerou o curso difícil. Ele diz que, como já tem mais idade, teve dificuldades para acompanhar os companheiros. Mas no espanhol me dei bem porque sou descendente e já tinha noção da língua, comemora. O taxista Adão Natalino Cândido, 10 anos de profissão e há dois em Maringá, acha que o curso é necessário. Hoje qualquer atividade exige aperfeiçoamento, alega. Ele ainda não transportou nenhum passageiro que exigisse outra língua, mas acha importante atender bem todos os clientes.





