Taxistas cobram mais segurança para trabalhar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de agosto de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaEsse ano quatro motoristas de táxi foram mortos quando trabalhavamO Sindicato dos Taxistas de Curitiba vai pedir uma audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, para pedir mais segurança para a categoria. O anúncio foi feito ontem à tarde, no Cemitério do Boqueirão, durante o enterro do corpo do motorista de táxi Vítor José Vasconcelos, morto com um tiro no peito por volta das 19 horas de quarta-feira.
Este é o quarto taxista assasinado neste ano, lembra José Eduardo Trevisan, presidente do sindicato. O corpo de Vasconcelos, que tinha 35 anos, foi encontrado numa trilhada Rua Cajamanga, do bairro Uberaba, em Curitiba. O carro que ele utilizava, um Fiat Uno, foi abandonado em São José dos Pinhais, na Região Metroplitana. Houve um latrocínio (roubo seguido de morte), já que levaram o dinheiro e o aparelho de telefone celular do taxista, explica o delegado Gérson Machado, da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos (DFR).
A polícia já começou a investigar o caso, embora não tenha divulgado qualquer pista do assassino. Enquanto isso, o Sindicato dos Taxistas quer o reforço do policiamento nas áreas com maior índice de criminalidade, como o bairro Sítio Cercado e a Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A Polícia Militar deveria abordar motoristas de táxi e passageiros nessas regiões e pedir suas identidades para evitar possíveis ocorrências, sugere Trevisan.
O presidente do sindicato também acredita na eficácia de barreiras policiais nas saídas da cidade, uma proposta antiga da categoria. A instalação de cabine de segurança nos carros pode ajudar, embora haja pontos violáveis, opina Trevisan. Ele admite que a PM talvez tenha dificuldade para adaptar seu efetivo às medidas sugeridas pela entidade, mas não abre mão de levar as propostas a Cândido Martins de Oliveira. Queremos uma ação mais firme das autoridades quanto à nossa proteção, conclui o sindicalista.


