Arquivo FolhaEsse ano quatro motoristas de táxi foram mortos quando trabalhavamO Sindicato dos Taxistas de Curitiba vai pedir uma audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, para pedir mais segurança para a categoria. O anúncio foi feito ontem à tarde, no Cemitério do Boqueirão, durante o enterro do corpo do motorista de táxi Vítor José Vasconcelos, morto com um tiro no peito por volta das 19 horas de quarta-feira.
‘‘Este é o quarto taxista assasinado neste ano’’, lembra José Eduardo Trevisan, presidente do sindicato. O corpo de Vasconcelos, que tinha 35 anos, foi encontrado numa trilhada Rua Cajamanga, do bairro Uberaba, em Curitiba. O carro que ele utilizava, um Fiat Uno, foi abandonado em São José dos Pinhais, na Região Metroplitana. ‘‘Houve um latrocínio (roubo seguido de morte), já que levaram o dinheiro e o aparelho de telefone celular do taxista’’, explica o delegado Gérson Machado, da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos (DFR).
A polícia já começou a investigar o caso, embora não tenha divulgado qualquer pista do assassino. Enquanto isso, o Sindicato dos Taxistas quer o reforço do policiamento nas áreas com maior índice de criminalidade, como o bairro Sítio Cercado e a Cidade Industrial de Curitiba (CIC). ‘‘A Polícia Militar deveria abordar motoristas de táxi e passageiros nessas regiões e pedir suas identidades para evitar possíveis ocorrências’’, sugere Trevisan.
O presidente do sindicato também acredita na eficácia de barreiras policiais nas saídas da cidade, uma proposta antiga da categoria. ‘‘A instalação de cabine de segurança nos carros pode ajudar, embora haja pontos violáveis’’, opina Trevisan. Ele admite que a PM talvez tenha dificuldade para adaptar seu efetivo às medidas sugeridas pela entidade, mas não abre mão de levar as propostas a Cândido Martins de Oliveira. ‘‘Queremos uma ação mais firme das autoridades quanto à nossa proteção’’, conclui o sindicalista.

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