Taxista reage a assalto e fere ladrão
VIOLÊNCIA Taxista reage a assalto e fere ladrão Numa ação arriscada, motorista de 52 anos entra em luta corporal com assaltante, que usava uma faca e um revólver de brinquedo Lucilia Okamura De Londrina O taxista Raimundo Soares Bezerra, 52 anos, de Londrina, reagiu a um assalto, na segunda-feira à noite e, por sorte, não ficou ferido. O assaltante estava com uma pistola de brinquedo e com uma faca e fugiu depois de entrar em luta corporal com Bezerra. Taxista há sete anos, Bezerra trabalha em um ponto localizado na Rua Araguaia, próximo à Avenida Rio Branco (zona oeste). Ele disse que na segunda-feira, por volta das 21 horas, estava no ponto e foi abordado por um suposto passageiro que queria ir para o Jardim Santa Madalena (também na zona oeste). Próximo ao viaduto que dá acesso ao Pool de Combustíveis, o passageiro, que estava sentado no banco da frente, deu voz de assalto. Ele mandou parar, encostou uma pistola na nuca e mostrou uma faca, contou. Imediatamente, eu dei um murro na barriga dele e começamos a lutar. Ainda segundo Bezerra, os dois acabaram saindo do veículo, um Gol quatro portas, e caíram em uma valeta. Ele acabou fugindo, disse. Apesar de tudo ter sido muito rápido, o taxista afirmou que conseguiu ferir o assaltante. Não sei onde acertei, mas sei que ele se feriu porque ficou sangue no local, observou. Quanto ao taxista, sofreu apenas escoriações nas pernas. Bezerra acionou o empresa de rádio-taxi onde trabalha e seus colegas chegaram a vasculhar a região, mas o homem não foi encontrado. A pistola, que ele descobriu ser de brinquedo, um par de chinelos e a camiseta rasgada do assaltante foram recolhidos e estão guardados até hoje. Ele preferiu não registrar queixa na Polícia Civil. O taxista disse que a reação ao assalto foi instantânea e não pensou que ele poderia ser ferido ou até morto. Na hora do apuro, pensei em defender o que é meu, justificou, contando que é a primeira vez que é vítima de assalto desde que começou a trabalhar no ramo. Casado, com duas filhas e dois netos, Bezerra disse que, assim que chegou em casa, contou para a mulher o que aconteceu. Ela não me criticou, disse. Apesar de ter se saído melhor que o assaltante, o taxista não aconselha seus colegas de profissão a agirem do mesmo jeito. Eu acho que ninguém deveria reagir, ressaltou. O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio de Azevedo, disse desaconselhar a atitude de Bezerra. Se a arma fosse de verdade, ele poderia ter morrido, afirmou. Segundo ele, as estatísticas policiais dão conta de que mais de 90% das pessoas que reagem a algum assalto ou outro tipo de ocorrência acabam sendo lesionadas. Na opinião do delegado, o taxista teve sorte em não ter sofrido nada. Mas o caso dele é uma exceção e não regra, alertou. No final de semana, um outro taxista foi vítima de assaltantes. Silvio Migubutti foi abordado por cinco homens na esquina das ruas Macieira e Groselha, no Jardim Interlagos (zona leste). O taxista conseguiu fugir e a quadrilha saiu levando o carro, uma Parati. O veículo foi encontrado mais tarde, batido em um posto da Rua Lauro Dantas de Farias, no Jardim Santa Fé (também na zona leste).





