O taxista paraguaio Oscar Ronério de Martinez, de 33 anos, que morreu anteontem, ao pular de uma altura de 70 metros, na Ponte da Amizade, pagaria R$ 150,00 para uma produtora de vídeo de Foz do Iguaçu para registrar o salto. A maior parte desse valor (R$ 130,00) foi paga adiantada.
Ontem, a direção da produtora, que pediu para não ter o nome revelado, informou que não divulgará as imagens. A empresa afirmou também que possui um contrato, registrado em cartório e com assinatura autenticada, em que o taxista assume as responsabilidades pelas consequências da aventura, além de um documento da Marinha paraguaia, autorizando o salto no lado do Rio Paraná pertencente àquele país.
A polícia paraguaia deverá abrir inquérito para apurar o acidente. A 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu informou que só vai entrar nas investigações caso fique comprovado que o salto ocorreu no lado brasileiro da ponte.
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Foz do Iguaçu, assinado pelo legista Jomar Giostri, aponta como causa da morte do taxista traumatismo crânio-medular, com fratura próximo à base do pescoço. O paraguaio teria se chocado, de cabeça, com a água.
A produtora de vídeo não soube informar qual seria o motivo do salto. Pelo contrato, a fita seria entregue, editada, ao cliente. Mesmo não sendo praxe a cobrança adiantada por um serviço, Martinez preferiu pagar a maior parte do valor ao assinar o contrato. O salto e a morte foram gravados por duas câmeras da empresa. As fitas serão arquivadas pela empresa.
De acordo com a produtora, no momento do salto Martinez usava colete salva-vidas, óculos e uma proteção plástica no pescoço e na coluna. Segundo a produtora de vídeo, esta foi a terceira vez que Martinez saltava no local. A Folha apurou que, na mais recente, ocorrida no ano passado, o taxista chegou a ser preso ao sair da água.

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