O taxista André Luiz Simões, de 25 anos, teve a prisão preventiva solicitada ontem (10), em Curitiba, após a polícia confirmar que ele havia forjado o roubo e incendiado o próprio veículo.

De acordo com a investigação da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Simões planejou o golpe para obter a indenização do seguro. O taxista foi ouvido e confessou o esquema.

Com o auxílio de dados fornecidos pela cooperativa de motoristas de táxi, que mostraram a rota que a suposta vítima teria percorrido no roubo, policiais constataram divergências entre o caminho apontado pelo rastreador do veículo e o depoimento do motorista.

Segundo informações da polícia, o veículo incendiado e a licença do táxi estavam vinculados a um inventário judicial, que vinha impedindo a transferência da licença para outro veículo. Com a destruição do carro, a cooperativa indenizaria o prejuízo e o juiz do inventário autorizaria a transferência.

O inquérito aberto para apurar o roubo tornou-se investigação de estelionato e falsa comunicação de crime. André Luiz teve sua prisão preventiva solicitada à Vara de Inquéritos Policiais. As investigações prosseguem para identificar a participação de outras pessoas no golpe.

"A reação contra este tipo de fraude deve ser forte e exemplar, para que pessoas mal-intencionadas não usem a polícia para praticar atos ilícitos a fim de receber indenizações e seguros. Elas geram pânico na população e nos taxistas, fazendo com que os órgãos de segurança pública se mobilizem por uma situação que não existe", explica o delegado titular da DFR, Rodrigo Brown.

Retrato Falado
As características dos suspeitos repassadas ao Instituto de Identificação, para a confecção do retrato falado do casal de assaltantes foram obtidos com um colega do taxista, que foi efetivamente roubado, no dia 31 de dezembro. A divulgação dos retratos permitiu a identificação dos suspeitos que levaram dinheiro e o GPS do veículo.

O suspeito foi identificado como Marcelo Vitoriano do Prado, de 24 anos, que já possui mandado de prisão por homicídio qualificado expedido pela Comarca de Campo Largo, e está foragido.

Qualquer informação sobre os suspeitos pode ser repassada pelo telefone (41) 3218-6100. A identidade do denunciante será preservada.

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