O taxista José Edinardo de Queiroz, 51 anos, foi baleado na cabeça, na noite de anteontem, em Londrina. O crime aconteceu perto das 23 horas, na Avenida Santos Dumont (zona leste), uma das mais movimentadas da cidade. Queiroz está internado na Santa Casa, em estado regular. Há pouco mais de um ano, um taxista que trabalhava no mesmo ponto de Queiroz foi assassinado.
Segundo informações de um vigia de um posto de combustível, ao lado do ponto de táxi, foi possível apenas ver dois rapazes fugindo de moto depois do disparo. Queiroz foi atingido com um tiro no maxilar. Durante a manhã de ontem, o chefe da Divisão de Furtos e Roubos da 10 Subdivisão Policial, Francisco de Assis, colheu depoimentos na região. ''Fomos informados que ele mantinha uma faca embaixo do tapete do veículo (um Versailles com placas AFZ-9308). Ele pode ter reagido ao assalto, mas isso será apurado somente depois da perícia'', comentou Assis. Ele disse que o taxista havia retornado recentemente de uma viagem a Tocantins.
Segundo os colegas, Queiroz trabalha como taxista há mais de 15 anos e, apesar de ser considerado calmo, já havia se envolvido em confusão. ''Ele foi ferido a bala uma vez por causa de mulher, mas isso foi um fato isolado. O Queiroz sempre foi um cara tranquilo'', disse um dos colegas.
Conforme o relatório médico da Santa Casa, o estado de sa© úde de Queiroz era regular ontem à tarde. Ele permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) mas estava consciente e respirando sem ajuda de aparelhos.
Nos últimos dois anos, três taxistas foram assassinados em Londrina. Coincidentemente, o ponto de táxi assumido por Queiroz é o mesmo onde Nelson Donizete Lopes, 38 anos, trabalhava antes de morrer. Seu corpo foi encontrado em 15 de agosto de 2001, abandonado em uma plantação de trigo no distrito rural da Warta (zona norte). Lopes foi assassinado com um tiro no peito.

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