O taxista Octavio Melendes Castelhano, 55 anos, levou dois tiros no abdômen anteontem à noite, durante assalto ocorrido no posto Campo Verde, na avenida Dez de Dezembro, zona sul de Londrina. O taxista está internado no Hospital Universitário (HU) e não corre risco de morte.
Octavio Castelhano pertence ao Rádio Táxi Faixa Vermelha e trabalha da avenida São Paulo, esquina com a rua Sergipe (área central). Segundo a gerente administrativa do Faixa Vermelha, Maria da Glória Oliveira, dois homens chegaram ao ponto por volta das 23 horas, entraram no carro do taxista, um Gol branco, placas ABT 4193, de Londrina, e pediram para seguir em direção à região sul da Cidade.
Glória Oliveira explica que as informações sobre o assalto foram obtidas via rádio com outros taxistas. Ela conta que o taxista trafegava na avenida Dez de Dezembro e acabou entrando no posto Campo Verde, que fica próximo ao 4º Distrito Policial. ‘‘Ou deram voz de assalto ou ele desconfiou que fosse um assalto e, por isso, desviou para o posto. Lá ele foi baleado’’, afirma.
Octavio Castelhano foi socorrido pelo Siate e encaminhado para o HU. Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, o estado do taxista é regular e ele não corre risco de morte.
Glória Oliveira relata que, na noite do crime, um funcionário do Transporte Emergencial Centralizado (TEC) recebeu um telefonema de um homem perguntando se o taxista assaltado estava morto. Através de um detector, o número foi identificado e é de um telefone localizado no jardim União da Vitória (zona sul). Ela suspeita que o telefonema tenha sido dado por um dos assaltantes. A polícia ainda não tem pistas dos dois assaltantes.
Octavio Castelhano trabalha como taxista há cerca de 20 anos, segundo a gerente administrativa. ‘‘Ele estava acostumado a trabalhar à noite’’, ressalta. Ela lembra que a última tentativa de assalto a um taxista da Faixa Vermelha ocorreu há cerca de um mês e meio, em ponto da rua Hugo Cabral (área central).
No ponto de táxi da avenida São Paulo, o clima é de medo entre os colegas de Octavio Castelhano. O taxista José Dias, 62 anos, revela estar apreensivo, principalmente porque voltou a trabalhar anteontem, depois de nove anos. ‘‘Sofri um assalto, fiquei amarrado durante algumas horas no meio do mato e fiquei com medo’’, relata, explicando que por isso resolveu largar a profissão por nove anos. ‘‘E justamente no dia que eu volto, um taxista sofre um assalto.’’
José Dias conta que toma alguns cuidados, como trabalhar sempre durante o dia e evitar pegar pessoas suspeitas. ‘‘Mas o serviço está tão fraco que às vezes a gente tem que arriscar.’’

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