Taxista diz que placas obedecem ao câmbio negro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de abril de 1997
Da Sucursal 
Para o taxista Sidnei Carlos Genovski, o problema principal dos taxistas de Curitiba é o valor da diária. Com muito trabalho e alguma sorte se consegue uma média diária de 100 quilômetros com passageiros.
Mas os taxistas enfrentam muitos outros desafios na profissão. Os donos dos veículos, quando não é o próprio taxista, não fazem a manutenção sistemática dos carros; os arrendamentos de placas frequentemente obedecem ao valor de um câmbio negro e a Urbs consegue aplicar multas indiscriminadamente, afirma Genovski, que trabalha há cinco anos na praça de Curitiba.
Segundo ele, o lucro deveria ser dividido igualmente entre o permissionário e o segundo motorista. Mas o que ocorre é uma exploração tanto das empresas que sublocam os veículos quanto dos taxistas em relação ao seu auxiliar.
Sidnei diz ainda que com os modernos taxímetros fica fácil controlar o movimento do dia. Tudo fica registrado, os quilômetros rodados cheios, vazios e o volume de dinheiro arrecadado, mas a exploração acab sendo o caminho mais fácil.


