Para o taxista Sidnei Carlos Genovski, o problema principal dos taxistas de Curitiba é o valor da diária. ‘‘Com muito trabalho e alguma sorte se consegue uma média diária de 100 quilômetros com passageiros.’’
Mas os taxistas enfrentam muitos outros desafios na profissão. ‘‘Os donos dos veículos, quando não é o próprio taxista, não fazem a manutenção sistemática dos carros; os arrendamentos de placas frequentemente obedecem ao valor de um câmbio negro e a Urbs consegue aplicar multas indiscriminadamente’’, afirma Genovski, que trabalha há cinco anos na praça de Curitiba.
Segundo ele, o lucro deveria ser dividido igualmente entre o permissionário e o segundo motorista. ‘‘Mas o que ocorre é uma exploração tanto das empresas que sublocam os veículos quanto dos taxistas em relação ao seu auxiliar.’’
Sidnei diz ainda que com os modernos taxímetros fica fácil controlar o movimento do dia. ‘‘Tudo fica registrado, os quilômetros rodados cheios, vazios e o volume de dinheiro arrecadado, mas a exploração acab sendo o caminho mais fácil.’’

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