Tamarana - O taxista Sandi Fernandes de Moraes, 36 anos, está desaparecido desde o início da noite de sábado, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina). Segundo a mulher dele, Moraes estaria recebendo ameaças de morte, por telefone, há pelo menos um mês. O celular está desligado desde as 15 horas de sábado. ''Eram ligações anônimas, que diziam que ele não entraria em 2005 com vida'', contou a dona-de-casa Francineide do Santos Moraes, 36 anos.
A polícia trabalha com duas hipóteses. Na primeira, o desaparecimento pode ter ligações com uma vingança familiar. Em julho de 2003, Moraes foi acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) pela morte do caminhoneiro Josimar Muniz. ''Pelo que tomei conhecimento no inquérito, eles era amigos, beberam um pouco, e estavam brincando com uma arma, que teria disparado e acertado o queixo da vítima'', relatou o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro.
Francineide também não descarta um possível acerto de contas. O delegado, no entanto, disse que é preciso ter cautela. ''Não temos nada de concreto'', ponderou. Amaro afirmou ainda que o sumiço do taxista pode ter sido provocado por roubo, já que o carro, um Gol prata, placas AKC-4790, de Tamarana, ainda não foi encontrado.
A rotina de Moraes era bem simples. Acordava por volta das 8 horas e seguia para o ponto de táxi, localizado ao lado da praça da cidade. Largava o serviço por volta das 20 horas, e dia sim, dia não, trabalha como vigia noturno em uma creche da prefeitura. ''Ele nunca ficava muito tempo sem dar notícia. O desaparecimento pegou todo mundo de surpresa'', lamenta a mulher.
De acordo com ela, um amigo avistou o carro cheio seguindo em direção à saída de Tamarana, por volta das 21 horas. ''Desde então, não sabemos mais dele. Se alguém tiver alguma informação, por favor, entre em contato com a polícia''.

mockup