Da Sucursal

Albari RosaOfertaTáxis comuns aguardam a chegada de passageiros na Rodoferroviária: carros com mais de cinco anos são comunsTáxis sucateados, com pouca manutenção, de padrão inferior e serviço de baixa qualidade. Esse é o panorama que o turista encontra ao chegar na Rodoferroviária da cidade. Ontem, por volta das 15 horas, dos 32 carros estacionados na plataforma de embarque e desembarque interestadual de passageiros da Rodoferroviária, pelo menos 15 eram de veículos com mais de cinco anos de uso.
Desses 15, todos eram de modelos chamados ‘‘populares’’, de padrão inferior ao que geralmente se encontra no centro ou nos bairros nobres da capital. Onze eram veículos Volkswagen Gol e quatro Chevettes - carro que a General Motors tirou da linha de produção. Um dos Chevettes estava com a traseira batida, e à vista dos fiscais da Urbs, trafegava normalmente. A situação é ainda pior de madrugada, quando muitos ônibus chegam do interior e de outros Estados, e os fiscais da Urbs não estão trabalhando.
A Urbs reconhece que a Rodoferroviária concentra os maiores problemas do serviço de táxi de Curitiba. Somente dois primeiros meses deste ano, foram emitidas 974 multas contra taxistas e empresas na cidade, por irregularidades no serviço. ‘‘A maioria foi na Rodoferroviária’’, confirma o gerente do serviço de táxis da Urbs, Valdir Gras.
As reclamações mais comuns são contra motoristas que se recusam a fazerem pequenas corridas, trafegam com bandeira dois fora do horário permitido, com o taxímetro desligado ou tentam cobrar acima da tabela legal. Segundo Gras, a Urbs mantém três fiscais na Rodoferroviária para coibir os abusos, mas não têm como controlar a prevalência de táxis de padrão inferior no terminal. ‘‘Na Rodoferroviária o ponto é livre e qualquer um pode encostar’’, explica ele.
Curitiba tem hoje 2.254 táxis, frota que tem mantido praticamente o mesmo tamanho nos últimos vinte anos. Desse total, 352 têm cinco ou mais anos de uso. A média de idade da frota é de 3,17 anos. A lei obriga as empresas e os taxistas a trocarem o veículo depois de oito anos. As vistorias são feitas a cada seis meses, e segundo a Urbs, em caso de desobediência a essa norma, é cassada a licença obrigatória que o veículo trafegar legalmente.

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