Táxis de São José dos Pinhais já podem operar no Afonso Pena
Taxistas de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, estão desde ontem trabalhando com um novo sistema de operação. Por determinação do prefeito Luiz Carlos Setim, está instituída, no município, a banca livre, que prevê que o táxi que pertence a um determinado ponto pode parar em outros locais, desde que o ponto esteja vazio. O sistema vai vigorar durante as 24 horas do dia. No Aeroporto Afonso Pena, no entanto, fica limitado ao período das 8 às 24 horas.
A medida atende antiga reivindicação dos 122 taxistas que trabalham dentro de São José dos Pinhais. Eles mantinham divergências com os motoristas do aeroporto, que somam 75, por considerar que eles formavam um monopólio. A briga chegou a ser levada para dentro do aeroporto, quando taxistas fizeram um protesto no terminal, paralisando as atividades e deixando vários passageiros sem transporte.
Para o presidente da Associação Rádio Táxi São José dos Pinhais, Manoel Batista, a decisão do prefeito traz benefícios para os taxistas, mas também para a população. Segundo ele, com a banca livre, os motoristas podem economizar combustível, e os usuários têm o benefício de encontrar um veículo em qualquer ponto da cidade, no momento em que necessitem. Nosso interesse é atender as pessoas o mais rápido possível, diz.
Mas o motorista Jorge Luís Bortollotti, que integra a diretoria da Aerotáxi, que atende o aeroporto, diz que o decreto não provoca modificações. Não muda nada. Os motoristas já podiam pegar passageiros no terminal, desde que não tivesse nenhum taxista do aeroporto disponível, explica. Para transportar os passageiros que chegam ao Afonso Penna, os taxistas precisam ficar estacionados num pátio. Eles vão sendo chamados na medida da necessidade. Os motoristas que não são do terminal entram em ação quando todos os carros disponíveis do aeroporto estão fora do local.Arquivo FolhaDecreto municipal permite que os táxis operem em qualquer pontoAdriana Ribeiro





