O próximo trabalho do professor João Galdino é taxidermizar ou empalhar dois tigres asiáticos (originários da Índia) sacrificados no zoológico de Bauru, interior paulista. Membro da Associação de Zoológicos do Brasil, o professor foi convocado para fazer o laudo pericial do animais, que foram abatidos a tiros após uma tentativa de fuga. O macho tinha quatro anos e pesava 270 quilos, a fêmea, mais velha, com mais de 12 anos, chegava aos 200 quilos. Segundo previsão do professor, os felinos devem estar expostos no museu da cidade no próximo mês.
O processo de taxidermia, técnica que se aplica somente em vertebrados, é complexo e abrange conhecimento de várias áreas, como biologia, anatomia, química, ecologia e artes plásticas. ''Para empalhar um animal é necessário conhecer o comportamento dele em seu habitat natural para não fugir das características'', ensinou o taxidermista, que aprendeu a arte em 1958, no Museu de História Natural do Bosque dos Jequitibás, em Campinas.
O professor, já aposentado, nasceu na paranaense Jaborandi, hoje Itambaracá, Norte do Estado. Formou-se em odontologia na Pontíficia Universidade Católica (PUC) de Campinas. Também é licenciado em biologia pela faculdade de Cornélio Procópio. Durante a década de 70, Galdino pesquisou o comportamento cultural de várias tribos amazônicas, entre elas os cinta-larga e os nhambiquara. Compilou peças arqueológicas que retratam usos e costumes de povos indígenas através dos últimos dois séculos. (G.G)

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