Taxas estimulam o replantio
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segunda-feira, 02 de junho de 1997
Vânia Moreira, de Umuarama 
UMUARAMA - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) negou ontem ter aumentado os valores das taxas de reflorestamento obrigatório. Pelo contrário, os preços foram reduzidos pela metade, disse o engenheiro florestal Eleutério Langoski, da diretoria de desenvolvimento regional do IAP, em Curitiba.
Na semana passada, madeireiros da região se reuniram em Umuarama para reclamar das taxas, que teriam ficado mais caras depois que o governo do Estado assumiu o gerencimento do programa de reflorestamento obrigatório no Paraná. Segundo Langoski, os madeireiros pagavam menos antes porque os créditos eram negociados por empresas reflorestadoras.
Quando o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) gerenciava o reflorestamento obrigatório, era permitido que os créditos fossem repassados a terceiros. Isto criou uma espécie de mercado negro em que as empresas compravam os créditos dos madeireiros a preços baixos e os repassavam adiante. Desta forma, os projetos de reflorestamento nunca saíam do papel.


