''Higienização das mãos é a medida número um do controle de infecção. É um método simples e barato, mas ainda de pouca adesão'', alerta a enfermeira Kátia Regina Gomes Bruno, supervisora da CCIH do Hospital Evangélico de Londrina. Ela reforça que controle de infecção é mudança de comportamento. ''É toda a equipe se comprometendo com a melhora do paciente. É tirar o doente o mais rápido do hospital.''
No Evangélico, a CCIH cumpre uma agenda específica de treinamentos durante o ano, além do trabalho de vistoria. ''Em muitos casos o próprio paciente carrega uma bactéria que ataca as células de defesa e pode desenvolver uma infecção'', diz. Critérios do Ministério da Saúde preconizam que só é considerada infecção hospitalar quando o paciente desenvolve os sintomas 72 horas após dar entrada no hospital. ''Se ele ficar doente antes desse período significa que a bactéria já estava incubada no organismo do paciente.''
No Evangélico, a taxa de infecção hospitalar gira em torno de 3,5 a 4,5%, ainda dentro do padrão preconizado pelo MS, que é de 5%. ''Essa taxa pode variar quando ocorrem situações atípicas, como a do HU, que refletem nos outros hospitais.''
Segundo Kátia, apenas a manipulação de pacientes infectados com bactérias multiresistentes requer o uso de equipamentos diferenciados, como jaleco e máscara. ''Mudança de postura, saber respeitar as áreas dentro do hospital e sempre lavar as mãos quando for manipular um paciente são medidas básicas de prevenção à infecção.'' Ela informou ainda que os visitantes também são acompanhados por um funcionário e orientados sobre a higienização das mãos.
No Hospital Universitário, a coordenadora da CCIH, Cláudia Carrilho, informou que o índice atual de infecção gira em torno dos 10%. Ela avaliou que a superlotação, as obras de ampliação do pronto-socorro e o início das atividades da ala de queimados teriam contribuído para aumentar a incidência de infecções. (Colaborou Luciano Augusto)

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