Taxa mínima de água revolta lojista
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sábado, 15 de novembro de 2003
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O comerciante Carlos Mourillas, 47 anos, proprietário de duas lojas de cosméticos na região central de Londrina, está revoltado com a cobrança de taxa mínima de R$ 43,11 para consumo de água e uso do sistema de esgoto da Sanepar. Ele calcula estar pagando 75% a mais do que consome devido à taxa. ''É um absurdo. A gente deveria pagar somente pelo que gasta. Seria o justo'', queixou-se.
Com a conta de água do mês nas mãos, Mourillas calcula o ''prejuízo''. O consumo médio do estabelecimento comercial na Avenida Higienópolis é de dois a três metros cúbicos. A taxa mínima e a tarifa de esgoto para o comércio, no entanto, custam o equivalente ao consumo de dez metros cúbicos. Para o comerciante, o problema é mais grave para empresas de pequeno porte, cujo consumo normalmente não atinge o limite estabelecido.
De acordo com o gerente metropolitano de receitas da Sanepar em Londrina, Oscar Fernandes, os estabelecimentos comerciais pagam o valor real da água. ''O consumo residencial é subsidiado, enquanto o comercial não recebe subsídio'', disse. A taxa do comércio e de grandes consumidores subsidia a tarifa social, destinada a famílias com consumo máximo de dez metros cúbicos.
Conforme o comerciante, a forma de cobrança desestimula a economia de água. ''Se não usar, tem de pagar da mesma forma. Então a pessoa acaba desperdiçando'', diz, observa que tem o hábito de economizar. A Sanepar, segundo o gerente, deve elaborar, a curto prazo, um reestudo do esquema tarifário, que pode contemplar uma mudança na cobrança de taxa mínima.


