Taxa mínima de água revolta dona-de-casa
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de dezembro de 1996
Da Redação 
A cobrança da taxa mínima de consumo de água deixou a dona-de-casa Suelene Garcia Rodrigues revoltada com a Sanepar. Ela se mudou do jardim Leonor (zona oeste) para o conjunto Maria Cecília (zona norte). Mesmo estando com a residência do Leonor fechada, Suelene teve que pagar, no dia 9, uma conta de R$ 12,98. E eu não consumi uma só gota de água.
A direção da Sanepar afirma que a taxa mínima existe em várias companhias e que a alternativa para o usuário é pedir o desligamento da água.
Suelene diz que teve que pagar R$ 7,21 de água e outros R$ 5,77 de esgoto. Mas não acho direito, reclama. Ela informa que na conta de luz, recebida este mês, a Copel não cobrou nada porque a residência estava vazia. Ela lembra ainda que a última conta da Sanepar que pagou, enquanto a família residia no Jardim Leonor, foi de R$ 17,00.
O marido de Suelene, Paulo Rodrigues, questiona o fato de ter de pedir o desligamento. A residência está vazia, mas poderá ser alugada em breve. Gostaria de saber em que está baseada a cobrança da taxa mínima, pede Rodrigues.
O gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, informa que a taxa mínima é lançada por todas as companhias estatais de água e esgoto do País. Ele explica que, no caso específico de uma residência desocupada, o correto é pedir o desligamento.
Para que o desligamento seja efetuado, o usuário tem que pagar uma taxa de R$ 15,00. O religamento custa R$ 69,00. O gerente recomenda este serviço para os casos de proprietários que não tenham pretensão de alugar os imóveis.


