Taxa ilegal revolta servidores
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Edson GuittiRevoltaFuncionários e professores da UEM protestam em frente ao Banestado contra taxa cobrada pelo bancoCerca de 200 funcionários e professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) realizaram ontem ato de protesto no campus universitário contra a taxa mensal de R$ 4,00 cobrada pelo Banestado. A taxa está sendo cobrada desde agosto do ano passado, a título de manutenção da conta, de todos os funcionários que têm conta corrente na agência do Banestado instalada no campus.
O protesto, com faixas e carro de som, foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar). Segundo Uacir Rodrigues Alves, chefe do Núcleo de Atendimento ao Cliente do Banco Central, em Brasília, a cobrança de taxa de manutenção de contas é ilegal há dois anos. A resolução número 2303 do Banco Central proíbe a cobrança de taxa de manutenção de contas. Os funcionários da UEM que se sentirem prejudicados deverão procurar a agência do Banco Central em Curitiba para fazer uma reclamação por escrito e exigir a devolução do dinheiro.
No salário de janeiro, depositado na semana passada na agência do campus da UEM, vários funcionários tiveram descontos de até R$ 8,00 e R$ 12,00, como cobrança desta taxa. É o caso do auxiliar de biblioteca da UEM e diretor administrativo do Sinteemar, Sérgio Alvarez. Em seu contracheque, a taxa de R$ 4,00 foi descontada três vezes pelo Banestado.
Mensalmente, segundo Alvarez, a agência do Banestado da UEM lucra R$ 12 mil com a taxa. A gerente da agência, Maria Aparecida Pizzoni Mill, não quis falar à Folha. As agências do Bamerindus, Bradesco e Banco do Brasil, em Maringá, não cobram taxa de manutenção de conta.
A saída seria a UEM convidar outros bancos para abrirem postos no campus. Quem sabe com a concorrência cumprindo a lei o Banestado deixaria de cobrar a taxa, sugeriu um professor presente ao protesto.
A maioria dos funcionários presentes ao protesto recebe salário mensal entre R$ 120,00 e R$ 380,00. Os que recebem salário mínimo deixaram 10% de seu pagamento no banco no mês passado. Vamos tentar ouvir a direção do banco para sensibilizá-la para o o problema. Vamos enviar um ofício a Curitiba pedindo o fim da cobrança desta taxa, afirma Alvarez.


