Cascavel - A taxa de coleta de lixo em Cascavel deve ser reajustada em 20% para os consumidores residenciais, a partir do ano que vem. Com isso, o valor mínimo vai passar de R$ 35,00 para R$ 42,00 por ano. A proposta é baseada em estudo elaborado pelas secretarias de Meio Ambiente e Planejamento, que será entregue ao prefeito Edgar Bueno (PDT) para avaliação.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Paulo Carlesso, o contrato com a concessionária do serviço de limpeza no município prevê correção anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas o aumento não é algum desde o ano passado. ''Considerando o índice de 2001 e 2002, deveremos chegar a um reajuste médio linear de 20%'', diz. A taxa para empresas e indústrias, com pesagem do lixo gerado, deve ser reajustada em 10%.
A novidade para o próximo ano será a inclusão da tarifa social, no valor de R$ 10,00, para todos os contribuintes incluídos na cobrança de taxa mínima de água ou energia elétrica. Dessa forma, Cascavel terá quatro tipos de cobrança anuais: a do centro, no valor de R$ 170,00 por ano; a da região do semicentro, de R$ 79,00; da periferia, de R$ 42,00; e a tarifa social, de R$ 10,00.
A Prefeitura de Cascavel orçou para o próximo ano despesa de R$ 6 milhões com o serviço do lixo, que inclui coleta domiciliar, hospitalar, varrição, corte de grama e limpeza pública geral. Carlesso diz que a previsão é arrecadar R$ 4,2 milhões com a cobrança residencial e obter o restante com as empresas e indústrias.
A proposta de aumento da taxa de coleta de lixo deixou contribuintes insatisfeitos. O mecânico Antônio Carlos Lopes reclama que já tem dificuldade para pagar os impostos com os atuais valores. ''Eu não estava sabendo, mas se isso for verdade vai ficar difícil. O pouco que a gente ganha dá só para comer. Desse jeito, daqui a pouco não sobra nada'', esbraveja.
A estudante Daiane Carvalho de Oliveira conta que não suporta mais ver o pai reclamando de pagar impostos. Ela considera injusto mais um aumento, pois ''o salário não aumenta faz tempo''. Já o comerciário Dênis Schmitz entende que a prefeitura não pode exagerar. ''Já estou acostumado. Afinal, tudo aumenta neste País, menos o salário.''

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