Taxa de inscrição gera protestos
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quinta-feira, 09 de julho de 1998
Benê Bianchi 
O valor da taxa de vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deste ano - R$ 100,00 - foi alvo de vários protestos de estudantes secundaristas e abaixo-assinado dos alunos do cursinho. Das 150 pessoas que frequentaram as aulas do cursinho no primeiro semestre, cerca de 70 não conseguiram se enquadrar nos critérios adotados pela instituição para isenção da taxa do vestibular de inverno.
A alegação dos alunos do cursinho era de que já haviam passado por uma seleção rigorosa para provar carência e ter acesso ao benefício. Na época, o coordenador do Núcleo de Bem-Estar Social (Nubec) da UEL, Oswaldo Yokota, encarregado da triagem econômica dos alunos, alegou que os critérios para ingresso no cursinho eram diferentes dos critérios adotados para isenção da taxa. Para o primeiro caso, por exemplo, a renda máxima per capita familiar era de 2,5 salários mínimos. Já para a isenção da taxa de vestibular, a renda tinha que ser de 1,5 salário mínimo.
O valor da taxa e o problema enfrentado pelos alunos do cursinho ainda foram temas de dois requerimentos aprovados pela Câmara Municipal, pedindo redução do valor da inscrição para todos os alunos e outro solicitando a isenção da taxa para os frequentadores do cursinho.
O promotor de Defesa do Consumidor, Leonir Batisti, também notificou a universidade, pedindo explicações sobre o reajuste na taxa de inscrição do vestibular de R$ 80,00 para R$ 100,00 (aumento de 25%). A ação foi motivada por dois abaixo-assinados levados ao Ministério Público por estudantes secundaristas. A UEL respondeu que a receita arrecadada hoje com o vestibular é equivalente aos gastos.
Há mais de um mês, a Coordenadoria de Assuntos Financeiros (CAF) e a Comissão Permanente de Seleção (Copese) da UEL informaram que estavam fazendo um levantamento detalhado sobre quanto custa o vestibular, incluindo o valor pago para a Fundação Carlos Chagas, que faz o trabalho de correção, elaboração, listagem e classificação do concurso. Até a tarde de ontem, o relatório não estava concluído, segundo informações da Assessoria de Relações Universitárias (ARU).


