A Câmara Municipal de Bela Vista do Paraíso (40 quilômetros ao norte de Londrina) deverá votar na sessão de hoje a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar o aumento na tarifa de iluminação pública, que passou a valer a partir deste mês. O reajuste está previsto em lei aprovada pelos vereadores em dezembro do ano passado, que alterou a forma de cobrança.
Segundo o diretor financeiro do município, José Augusto Rodrigues, a mudança vem sendo recomendada pela própria Copel, como forma de suprir os gastos com a manutenção do serviço. Segundo Rodrigues, antes a taxa variava por faixa de consumo, e havia quem pagasse até 32,8% do valor consumido em energia elétrica. Agora o índice máximo é de 15%, não podendo ultrapassar o valor de R$ 40,00. ''A nova lei também aumenta o índice de isenção, porque antes ficavam de fora do pagamento as famílias que consumissem até 30 KW, agora estão isentas as que consomem até 100 KW'', detalha.
O presidente da Câmara, Angelo Roberto Bertoncini (PSDB), acha que a CPI não será aprovada. ''Um representante da Copel vai estar presente para explicar certinho como funciona o sistema e apresentar as planilhas com tudo detalhado, como, por exemplo, os valores arrecadados pela prefeitura e quanto ela paga pelo serviço.''
Já o vereador Júlio César Moliani (PSC) contesta o reajuste, que considera abusivo. Ele é um dos que encabeçam o pedido de CPI. ''O aumento surpreendeu a todos. Analisando diversas contas, podemos perceber que os aumentos cobrados este mês variam muito, não há lógica aparente.''
Segundo informações da Copel, a taxa de iluminação pública tem como finalidade cobrir os gastos com o consumo de energia elétrica, a manutenção e a ampliação do serviço. A maioria das prefeituras mantém convênio com a companhia para arrecadar a taxa. Os valores arrecadados são repassados mensalmente às prefeituras.

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