Tavares visita a cadeia de Foz
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Edna Mendes 
O secretário estadual de Justiça, José Tavares da Silva Neto, visitou ontem à tarde a Cadeia Pública de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, com o objetivo de traçar metas para a construção de um novo presídio na cidade, reivindicado por lideranças políticas ligadas à área de segurança.
O projeto para a construção do novo presídio está sendo discutido pelo Poder Judiciário local e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Centro de Direitos Humanos, Câmara de Vereadores, Conselho Municipal de Segurança e outras entidades.
O prédio deve ser construído com verbas do governo federal, e o terreno para construção será doado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu. A manutenção da infra-estrutura ficaria a cargo do governo estadual. Ponta Grossa e Campo Mourão também devem ganhar presídios iguais ao que deve ser construído em Foz.
A Cadeia Pública de Três Lagoas tem capacidade para 168 detentos, mas atualmente vivem nela 340 pessoas em 42 celas. Detentos com doenças transmissíveis convivem com outros presos, assim como aqueles que já foram condenados com detentos que ainda aguardam julgamento.
Após a visita a cadeia, o secretário disse que ficou chocado com as imagens que viu nas celas do presídio. São cenas que chocam a todos, até a mim. Aqui não existe um tratamento penal adequado, afirmou.
Tavares explicou que após a assinatura do contrato entre o Ministério da Justiça e a empresa vencedora da licitação, em um ano, no máximo, o prédio deverá estar pronto. O secretário não soube determinar quanto tempo levará até a assinatura do contrato.
Tavares também anunciou ontem que alguns detentos - ele não souber informar o número exato - da cadeia de Foz serão transferidos nas próximas semanas para outros presídios do Estado.
O prefeito de Foz, Harry Daijó (PPB), disse que ainda não existe um terreno definido para a construção do novo presídio, mas que a intenção da prefeitura é de que a estrutura seja construída nas proximidades da Cadeia de Três Lagoas. Após a construção, a atual cadeia será usada para abrigar apenas os presos que aguardam julgamento.


