Tavares sugere que IML passe a funcionar em universidade
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Paraná, José Tavares, disse ontem que o Estado não tem condições de construir, em Londrina, um prédio próprio para abrigar o Instituto Médico-Legal (IML) e retomou a idéia de que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) assuma a responsabilidade sobre a questão, através de parcerias.
A construção de um prédio próprio é uma antiga reivindicação do IML de Londrina. Atendendo atualmente na 10ª Subdivisão Policial (SDP), no centro da cidade, sofre com a falta de espaço inclusive para necrópsias em um prédio antigo. A precariedade é tanta que nem foi possível interligar o instituto ao sistema de informatização que está sendo implantado em todas as delegacias da região porque a rede elétrica não suportou.
De acordo com o secretário, a idéia de parceria entre a UEL e o IML é antiga. Segundo ele, agora há o interesse do Estado em firmar a parceria e, para Tavares, todos sairiam ganhando já que a UEL também teria necessidade de um espaço como o IML para desenvolver atividades de formação na área de saúde.
Para ele, essa seria a única alternativa para resolver a questão a curto prazo. Estou buscando uma solução para o problema do IML há tempos. Tentamos locar um imóvel para abrigá-lo, mas não conseguimos encontrar quem locasse para essa finalidade. Pensamos em transferi-lo para o prédio do Centro de Saúde (centro da cidade), mas encontramos resistência. A parceria com a UEL é a possibilidade mais viável no momento, já que construir está fora de questão, explicou.
Segundo ele, a parceria poderia ser estabelecida através de convênio e a universidade co-gerenciaria o necrotério. Segundo o chefe-administrativo do IML, Hamilton Nassif, a proposta de parceria com a UEL é interessante, dependendo de como vai funcionar. Mas, para ele, independente ou não de convênio, é preciso que se resolva a questão o quanto antes. A nossa necessidade é preemente e não sei se a UEL, agora, está em situação de assumir essa responsabilidade, disse.
O reitor da UEL, Pedro Gordan, foi procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, mas a reitoria informou que ele estava viajando. A reitora eleita, Lygia Puppato, disse ontem que não conhece detalhes do projeto e que vai discutir o assunto com as pessoas envolvidas assim que seu nome for oficializado no cargo pelo governador do Estado.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) disse que não conversou com o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Tavares, mas garantiu que o município tem interesse em resolver o problema do IML. Se tivermos uma estrutura para poder fazer essa parceria, é lógico que o interesse é nosso. A informação que eu tinha antes é que seria construída uma nova sede do IML aqui em Londrina, mas se a secretaria precisa de um imóvel pronto, vamos ver se existe essa possibilidade, afirmou. (Emerson Dias, Phoenix Finardi e Telma Elorza)





