Tavares se justifica em Londrina
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sexta-feira, 09 de março de 2001
Betânia Rodrigues De Londrina 
Não depende só de mim, justificou o secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, em resposta às reivindicações mais contundentes levadas à audiência realizada ontem na Câmara de Londrina. Durante três horas e meia o secretário foi incessantemente bombardeado por perguntas que vinham do plenário e das arquibancadas. Representantes de diversos setores da sociedade civil estavam presentes e fizeram questão de participar do debate.
O resultado do encontro foi a garantia de que não vai faltar combustível às polícias Civil e Militar, que a intensificação das operações de segurança vai continuar e que a cadeia pública será inaugurada até julho. A novidadade foi a autorização do Patronato Penitenciário no lugar do sistema de pró-egresso.
A esperança nesses compromissos declarada, por exemplo, pelo presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Artur Piancastelli, não surgiu entre as esposas dos policiais militares. A relações públicas da associação, Conceição dos Santos, deu nota zero para a audiência. A razão do seu desapontamento é a negativa da gratificação especial para grande parte dos policiais militares. Viemos cobrar a promessa de negociação feita pelo secretário antes do segundo turno das eleições do ano passado. Hoje, ele disse que não pode atender esse direito por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, desabafou Conceição ao afirmar que a categoria não vai desistir da luta.
Para o prefeito Nedson Micheleti (PT), a única solução para acabar com a falta de segurança na cidade é a constante cobrança das autoridades competentes. Para isso, ele se colocou à disposição e afirmou que tem livre acesso ao secretário.
O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Gilberto Foltran, e o chefe do Departamento Penitenciário, Pedro Marcondes, vieram para dar apoio a Tavares, mas foram pouco questionados. O secretário foi o principal alvo das reclamações e fez questão de responder a todos. Me desculpem se frustrei as expectativas de vocês a meu respeito. Sou um homem com defeitos e limitações, submetido ao poder de outras pessoas. Em contrapartida as dificuldades expostas, Tavares frisou que boa parte do que vem sendo feito em Londrina no setor da segurança pública só ocorreu porque ele é daqui e deve seu cargo à cidade.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança disse que juntamente com os vereadores vai elaborar um documento com todas as reivindicações da população e levar diretamente ao governador. De nada adianta a boa vontade de uns enquanto Jaime Lerner continuar governando o Estado de costas para Londrina, declarou o ex-presidente do Conselho, Nilton Morato, ao secretário.


