Cornélio Procópio - O secretário estadual da Segurança, José Tavares, anunciou ontem, em Cornélio Procópio, que será realizado um estudo técnico para avaliar a possibilidade de reforma ou desativação da cadeia pública municipal. Os vereadores e a prefeitura encaminharam documentos ao secretário que solicitavam a interdição da cadeia e a liberação de recursos para o Instituto Médico Legal (IML) do município.
O prefeito de Cornélio Procópio, José Antônio Otoni Fonseca (PMDB), não concorda com a possibilidade de reforma do local. Ele explicou que a localização do prédio, no centro da cidade, oferece riscos à população.
O presidente da Câmara de Vereadores, Elvécio Alves Badaró (PDT), também disse que a cadeia pública não pode ser reformada. Segundo ele, cerca de 100 presos estão amontoados em quatro salas sem banheiro ou ventilação. Ele disse que o prédio não suportaria uma reforma porque tem, pelo menos, 50 anos.
Tavares não soube precisar o prazo para entrega da avaliação, mas afirma que o resultado da análise técnica será elaborado com urgência. Ele não descartou a reforma do prédio porque, segundo ele, a localização da cadeia não interfere na segurança. Porém, o secretário avaliou que caso o prédio seja condenado o governo deve construir um presídio.
O secretário também afirmou que a secretária solicitou a transferência de um médico legista de Londrina para trabalhar no IML.

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