No final da tarde, na Câmara de Vereadores de Londrina, José Tavares participou de uma reunião com integrantes do Fórum Permanente de Segurança. Ele voltou a afirmar que a Casa de Custódia (CCL) será ampliada, mas não especificou datas. A ampliação de vagas nos presídios é uma das principais reivindicações do Fórum, que realizou estudo apontando déficit de 160 vagas para atender somente Londrina.
Inaugurada em novembro de 2001, a CCL funciona com sua capacidade total. A intenção, de acordo com Tavares, é construir mais um bloco, com capacidade para mais 80 detentos. ‘‘Já determinei estudos nesse sentido, pedindo pressa. Por incrível que pareça, inauguramos o presídio há quatro meses, mas os distritos que recebem os presos provisórios estão superlotados.’’
Para o secretário, o problema de superlotação dos distritos policiais é resultado da desproporcionalidade entre o número diário de pessoas que são presas e o número de vagas abertas no sistema prisional. ‘‘Em Londrina construímos três presídios, mas ainda temos dois distritos que são usados para os presos provisórios e que já exige a construção de um quarto presídio.’’
Na reunião, o secretário anunciou, para breve, a implantação de uma das cobranças do Fórum, o Centro Unificado de Emergências. ‘‘Já estamos construindo um espaço no 5º Batalhão da Polícia Militar e logo poderemos pô-lo em funcionamento’’, prometeu. Também voltou a falar da criação de um Grupo Aéreo Unificado, com dois helicópteros – um para Curitiba e outro para o interior, com sede em Londrina.
O secretário foi cobrado pela promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina de Paula, que pediu um defensor público para atender os menores infratores. ‘‘Eu tenho que soltar meninos acusados de delitos graves como homicídios porque eles estão sem defesa técnica’’, afirmou. Ele disse que vai estudar o caso com atenção. À noite, no Hotel Bourbon, Tavares participou da abertura da reunião do comando da PM. (Luciano Augusto e Telma Elorza)

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