Em virtude dos comentários negativos que cercaram a transferência para Londrina dos 12 novos investigadores que irão reforçar os seis distritos policiais, o secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, determinou ontem ao delegado-chefe da Polícia Civil no Paraná, Leonyl Ribeiro, que nenhum policial seja transferido se respondeu ou estiver respondendo a processo disciplinar por falta grave. Com isso, os sete policiais que já se apresentaram à 10 Subdivisão Policial (SDP) poderão retornar às suas praças de origem.
Numa primeira investigação dos nomes dos 12 policiais remanejados, a Corregedoria da Polícia Civil apurou que 10 deles já haviam sofrido algum tipo de investigação. Destes, seis ainda respondem a processos por faltas graves como tráfico de drogas e furto de veículos. Essa lista foi formatada pelo delegado-chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), Clóvis Galvão, e aprovada pelo chefe estadual da PC, Leonyl Ribeiro.
O secretário determinou que, a partir de hoje, o próprio delegado-chefe da PC faça um novo levantamento da situação de todos os 12 nomes. ''Está proibida a remoção de qualquer delegado ou investigador da corporação que esteja envolvido, ou mesmo que já tenha respondido, à acusação grave'', pontuou Tavares em nota à imprensa. A definição sobre quem virá ou não deverá ser conhecida nos próximos dias.
Hoje, Tavares participa de encontro entre secretários de segurança pública de todo o País com o Ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, sobre o Plano Nacional de Segurança do Governo Federal. Ele irá aproveitar a ocasião para oficializar o pedido de um avião especial da Força Aérea para fazer a transferência de 70 presos condenados de Curitiba para a nova Penitenciária de Foz do Iguaçu, que está com 200 vagas disponíveis.
O delegado-chefe da 10SDP, Pedro de Jesus Colaço, antecipou que pelo menos dois nomes da lista atual não serão mais remanejados. Sem especificar as faltas cometidas, Colaço afirmou que eles respondem a processos administrativos e penais. Do restante, pelo menos sete já estão trabalhando. ''Esses policiais não pediram para voltar. Vieram por causa de determinação superior'', comentou o delegado.
Ele avaliou que por causa da polêmica criada em torno da transferência, esses policiais deverão encontrar um ''clima difícil'' mas, por outro lado, Colaço garantiu que todos estão bastante motivados e foram orientados a produzirem e mostrarem resultados positivos. ''Mas não são 12 salvadores da pátria. Se tivéssemos isso multiplicado por dez aí sim, mas são apenas mais alguns abnegados que vêm somar aos demais abnegados que aqui estão'', reforçou.
Colaço também comentou o acordo de cooperação acertado entre a Corregedoria e a Polícia Federal de Londrina na última segunda-feira. ''Não fiz nenhum convênio com nenhum órgão federal para fiscalizar a Polícia Civil. O que há é uma cooperação mútua'', afirmou.

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