O secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, entregou ontem em Londrina 10 motonetas ao 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O secretário, que veio acompanhado do coordenador geral do Departamento Penitenciário do Paraná, Pedro Marcondes, afirmou que as novas motonetas devem ajudar no policiamento ostensivo da cidade, cuja escalada de violência levou, há duas semanas, um comerciante a procurar socorro na prefeitura.
‘‘Esses veículos vêm como resposta aos anseios manifestados na audiência pública que participei na semana passada’’, assegurou Tavares. As motonetas, de marca Kimko, vão ter manutenção garantida por uma empresa, que vai receber R$ 47 mil por ano. Durante a cerimônia, policiais militares que não quiseram se identificar, disseram que as motonetas são apelidadas de ‘‘Ki-Mico’’, pela baixa velocidade e pouca eficiência na perseguição de marginais. Ao final da cerimônia, algumas das motonetas novas não funcionaram. Segundo o major Manoel da Cruz Neto, o problema é normal. ‘‘As motonetas estavam paradas’’, explicou.
Londrina, segundo José Tavares, é a cidade onde o governo estadual mais gasta com segurança pública. Praticamente no mesmo momento da entrevista, aconteceu um assalto a uma agência do Banestado , no Jardim Ideal, e o perito da criminalística não tinha luvas para trabalhar. Para ir até ao local do crime, o perito teve que esperar uma viatura da Polícia Civil, já que não havia combustível para o Instituto de Criminalística. O secretário de Segurança assegurou que Londrina terá todos os meses R$ 25 mil para gastar com combustível.
A violência em Londrina, para Tavares, não difere de outras cidades brasileiras. ‘‘A situação é generalizada e Londrina não é exceção’’. A superlotação dos distritos policiais, como no caso do 3º Distrito, que tem capacidade para 40, mas mantém atualmente 70 presos, deve ser resolvida com a entrega da Cadeia Pública, prevista para julho. ‘‘Tudo tem que ter orçamento e recursos’’, argumentou Tavares.
O secretário afirmou também que a venda da Copel vai solucionar as reivindicações dos policiais civis e militares do Paraná, que ameaçam deflagrar greve por melhorias salariais. Tavares acrescentou que 70% do produto da venda serão destinados a suprir deficiências relacionadas à folha de pagamento.
O governo, segundo Tavares, vem discutindo os benefícios salariais reivindicados pelos policiais, mas a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede que a categoria seja atendida. ‘‘Como a lei é muito recente, o governo está se adequando, para que futuramente as reivindicações sejam viabilizadas’’, explicou Tavares, que garantiu R$ 44 mil anuais para alimentação dos policiais dos batalhões de Londrina e Rolândia.

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