O secretário de Segurança Pública, José Tavares, negou ontem que o motivo de viaturas da Polícia Militar terem ficado paradas em algumas cidades do interior tenha sido a falta de recursos da Secretaria para aquisição de combustível. Só neste ano, segundo ele, a Secretaria gastou R$ 10 milhões em combustível usado pela Polícia Militar, fora os gastos com os carros da Polícia Civil.
A falta de combustível em cidades como Londrina, Toledo, Ponta Grossa, Maringá e Rolândia, denunciada em uma série de reportagens da Folha, de acordo com o secretário, pode ter sido causada por falta de planejamento das unidades que não fizeram seus pedidos dentro dos prazos necessários para as licitações ou, ainda, pelo uso excessivo das viaturas nestes locais.
Tavares também reafirmou a orientação da Secretaria às polícias Militar e Civil de que racionalizem o uso de viaturas de forma a economizar o gasto em combustível. ‘‘A orientação é de economia de guerra para que os recursos sejam bem empregados’’, afirmou.
Questinado sobre a possibilidade de ocorrer um crescimento na criminalidade em função das viaturas paradas, o coronel Gilberto Foltran, novo chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Paraná, admitiu que esta ‘‘não é a situação ideal na segurança, mas a otimização dos gastos é necessária’’.
Em um comparativo da PM feito entre os meses de novembro de 1999 e o mesmo período de 2000, o número de ocorrências caiu 14,36%. Segundo a assessoria da PM, a diferença deve-se também a entrada em circulação de 250 motonetas, em março deste ano. (M.G.)

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