O secretário de Segurança Pública, José Tavares, anunciou ontem, em Londrina, a assinatura de contrato, nos próximos dias, para construção de duas novas prisões, em Foz do Iguaçu e na Cidade Industrial de Curitiba. As duas novas prisões serão baseadas no modelo adotado pela Casa de Custódia de Londrina, cujo gerenciamento foi tercerizado pela empresa Humanitas de Administração Prisinal. Tavares esteve em Londrina participando do encerramento do curso preparatório dos agentes disciplinares da Casa de Custódia, que deve ser inaugurada no próximo mês. ''Londrina vai ser uma experiência piloto e talvez se torne modelo para atendimento a presos provisórios'', explicou.
Segundo Tavares, a inauguração da nova prisão de Londrina deverá ser marcada para o início de novembro, dependendo apenas da agenda do governador Jaime Lerner (PFL). De acordo com o secretário, no mesmo dia da inauguração da Casa de Custódia, as carceragens dos distritos policiais serão desativadas. ''E a primeira vai ser do 3º Distrito, que fica ao lado de uma escola'', afirmou.
Segundo ele, a intenção é transferir para a Casa de Custódia todos os presos provisórios da cidade, que hoje ocupam os distritos e a Prisão Provisória de Londrina (PPL). Somente o 2º Distrito irá manter carceragem para atender as mulheres presas após a readequação do espaço.
Os novos diretores da Casa de Custódia também já foram designados pelo governo do Estado. O diretor geral será o delegado aposentado Odi Pacheco Ribeiral e o vice-diretor, major Edson Marcos Tomaz. O chefe de segurança é o agente penitenciário Valmir Tolóvi.
De acordo com o proprietário da Humanitas, Francisco De Paola, a empresa será responsável por toda a operacionalização da prisão, com 70 agentes e mais os profissionais da área técnica como médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, assistentes sociais e cozinheiros. O Estado deve repassar, segundo a assessoria de imprensa do Secretaria de Segurança Pública, cerca de R$ 240 mil mensais para a empresa, que cobriria todas as depesas com pessoal, uniformes, medicamentos e alimentação. O custo mensal de um preso neste caso gira em torno dos R$ 750,00.
Segundo o coordenador do Departamento Penitenciário do Estado, Pedro Marcondes, o custo da terceirização vai ser diluído pelos encargos que o Estado não terá que assumir. ''Não terá que pagar 13º, previdência, aposentadoria, saúde e os outros encargos de um funcionário público.''

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