A Casa de Custódia de Londrina (CCL) vai ganhar reforço na estrutura física e na guarda externa para que não ocorram mais fugas. Os 2º e 4º distritos policiais, mesmo interditados, poderão abrigar mais presos. As informações são do secretário de Segurança Pública, José Tavares, que esteve em Londrina, ontem, durante a abertura oficial da 42ª Exposição Agropecuária.
Com pouco mais de quatro meses de funcionamento, a CCL já contabilizou duas fugas. A primeira em janeiro, e a última no final de março, quando quatro presos quebraram as barras da cela e fugiram da cadeia sem que a guarda externa percebesse qualquer movimentação.
‘‘Estamos tomando as providências para ajustar a administração interna da unidade. Essa é a primeira prisão provisória terceirizada do Brasil e é natural que precise de ajustes’’, afirmou Tavares. ‘‘Já autorizei reforço de todos os pontos vulneráveis para que não ocorram mais fugas e reforço da guarda externa.’’ Tavares, no entanto, não especificou quanto será investido e quando acontecem as mudanças.
Tavares também confirmou que os 3º e 5º distritos não serão reativados e informou que novos presos poderão ir para os 2º e 4º distritos, que estão interditados parcialmente por causa de superlotação. ‘‘Enquanto eu for secretário o 3º e o 5º distritos não vão mais servir como prisão. Quanto ao 2º e ao 4º DP, que estão interditados, autorizei o delegado a, dentro de sua avaliação como chefe da subdivisão, colocar presos se não tiver outra alternativa e comunicar o juiz dessa decisão’’, informou.
Para Tavares, a administração dos distritos cabe ao poder Executivo e é o delegado-chefe da subdivisão, ‘‘respaldado dentro da Lei de Execuções Penais’’, que avalia se há necessidade ou não de colocar mais presos. ‘‘A interdição é questionável sob ponto de vista da sua juridicidade’’, disse.
Segundo o juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, que determinou a interdição dos distritos, o descumprimento da determinação judicial caracteriza crime de desobediência. ‘‘O risco é do delegado. Se quiser descumprir a determinação, ele vai ter que responder por isso, e ainda corre um risco maior de ter que responder por uma fuga, rebelião ou qualquer irregularidade que aconteça por causa da superlotação’’, disse.

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