Uma fadinha de hena transformou-se num 'monstro' de pus e coceira no ombro da estudante Kawana Brandão, 14 anos. Desta forma, Silvana definiu a reação alérgica sofrida pela filha, numa viagem à praia, durante o Carnaval. Asmática e alérgica desde a infância, Kawana não imaginou que a hena, vendida como 100% natural, causasse tamanho estrago em sua pele. ''Quando descascou, procurei outra tatuadora para refazer o desenho porque estranhei a cor marrom ao invés da preta. A moça preferiu não mexer por causa do inchaço. Coçou bastante, mas, como estava nas costas, não enxerguei as bolhas'', lembra a adolescente.
Segundo a mãe, Kawana desenvolveu uma infecção por contato, que poderia atingir a corrente sanguínea, formar quelóide e, pior ainda, bloquear a traquéia, impedindo-a de respirar. ''Fiquei assustada ao vê-la assim. Fotografei o local para ela perceber o estrago. Felizmente, não foi pior. Mas é preciso que os pais, principalmente de crianças menores, fiquem atentos'', sugere Silvana, baseada no diagnóstico feito pelo médico de confiança da família.
Além do ombro, a estudante tatuou também uma rosa no tornozelo, que provocou dor - inclusive - no caminhar. Para livrar-se deste mal estar, Kawana passou 10 dias tomando antibiótico, antialérgico e usando compressas, que custaram R$ 50,00 aos pais, além dos R$ 20,00 pagos à tatuadora.
Antes de tingir a pele, com hena ou outra tinta, é aconselhável testar o produto numa pequena área, principalmente quando a tatuagem é definitiva. ''Qualquer pigmento pode causar alergia que, geralmente, se manifesta pela coceira e vermelhidão. Neste caso, a medicação apenas amenizará os sintomas. O problema somente será resolvido quando a tinta sair da pele'', explicou a dermatologista Rosa Maria Calland.

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