Tática muda conforme a idade
A pedagoga Priscilla Maria Marques da Silva concorda que o uso exagerado das tecnologias afasta as crianças e adolescentes do convívio social. ''Em frente a uma tela, não é preciso conversar ou interagir. Como os jogos e os amigos estão todos on-line, os adolescentes acostumam-se a compartilhar apenas virutalmente e acabam alienados'', avaliou.
Para ela, as tecnologias inibem o contato afetivo e corporal, tornando as relações mais frias. ''Quando usados sem controle, os videogames, as TVs e os computadores afastam da família e do ambiente social. A consequência é que o adolescente não aprende a compartilhar em equipe e a respeitar o outro como cidadão. No futuro, ele vai preferir trabalhar e construir a própria vida sozinho'', disse.
Para combater o problema, ela orienta o incentivo a outras atividades, como a prática de esportes, música e iniciativas que levem as crianças e adolescentes a saírem de casa.
''Conhecer o universo dos jogos, dos videogames e dos sites também ajuda os pais a entrarem no cotidiano dos filhos e compartilharem interesses, aumentando a aproximação'', reforçou.
Para ela, o estabelecimento de horários rígidos para utilização dos equipamentos funciona bem com crianças, mas não com adolescentes. ''Com os mais velhos, é preciso ser mais flexível, aproveitando outros interesses e habilidades para incentivar atividades diversas.''(C.A.)





