Tartarugas canadenses são apreendidas em Curitiba
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
Somente nesta semana a Polícia Florestal (PF) já apreendeu 130 tartarugas do tipo tigres dágua canadense em Curitiba. Elas foram trazidas ilegalmente para o País para serem revendidas em lojas de peixes e aquários. A maior apreensão aconteceu na tarde de terça-feira, com a prisão em flagrante do comerciante José Nei Castilho, 48 anos, por estar comercializando 93 tartarugas importadas sem licença do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Os animais foram encontrados na loja Água Viva Comércio de Peixes, situada na Rua das Andorinhas, 255, bairro Novo Mundo, em Curitiba, onde estavam sendo vendidas no atacado e varejo.
O comerciante foi encaminhado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e autuado de acordo com a Lei 9.605/98, que dispõe sobre Crimes Ambientais. Castilho foi liberado em seguida, mas responderá a inquérito pela importação e venda ilegal dos animais, com pena que pode variar de 6 meses a um ano de detenção. Ele também foi multado em R$ 20.600,00.
Em seu depoimento, o comerciante negou que tivesse intenção de revender as tartarugas para outras lojas e afirmou que os animais foram adquiridos por R$ 4,80 e seriam vendidos em sua loja por R$ 8,00. O sargento Luis Carlos Cardoso de Lima, biólogo da Polícia Florestal, entretanto, acredita que Castilho vendia os animais a R$ 12,00 no atacado e por até R$ 25,00 em sua loja.
As tartarugas foram encaminhadas ao Passeio Público de Curitiba, onde ficarão por um tempo de observação em um tanque aquecido e preparado especialmente para recebê-las. De acordo com o diretor do Passeio Público de Curitiba, Luiz Roberto Francisco, só depois de tomadas medidas de assepsia e saúde é que os animais serão soltos nas lagoas do Passeio Público e do Zoológico da Capital.
Segundo Francisco, nessa época do ano é comum a apreensão deste tipo de tartaruga, vendidas ilegalmente no País. É nessa época que os répteis se procriam na América do Norte e são trazidos ilegalmente para o Brasil, uma vez que a importação está proibida. Como a tartaruga tigre dágua é pequena e fácil de esconder, é a mais vendida, diz. A maioria, de acordo com ele, morre durante o transporte e 70% dos animais apreendidos chegam a morrer posteriormente por já estarem com a saúde comprometida pelo stress. O biólogo da Polícia Florestal aproveita para alertar as pessoas para que não contribuam com esse tipo de tráfico, não adquirindo animais que não possuam documentação legal.
Os animais apreendidos possuem no máximo 2 meses de vida e medem de 2 a 3 centímetros.


