A tarifa de ônibus de Curitiba passa de R$ 0,65 para R$ 0,75 a partir de domingo. Nas linhas da Região Metropolitana, o ajuste autorizado pelo governo estadual também será de R$ 0,10 e nas linhas de longa distância, cujos itinerários ficam acima de 50 quilômetros, as passagens terão preços que variam entre R$ 0,90 e R$ 1,50.
Segundo Fric Kerin, presidente da Urbs (empresa que gerencia o transporte público), as tarifas não subiam há um ano. Kerin diz que o reajuste é necessário para cobrir despesas com aumento da quilometragem rodada, acréscimo e renovação da frota e pagamento do reajuste salarial de motoristas e cobradores, que têm data-base em novembro.
A folha de pessoal ganhou 1.793 novos integrantes - uma exigência da maior quilometragem a percorrer. O número de empregados no sistema de transporte coletivo que, em 1994, totalizava 7.492 funcionários, hoje chega a 9.285 pessoas, entre motoristas e cobradores. ‘‘A folha de pessoal é o componente de maior peso na tarifa, com participação de 50%’’, diz o presidente da Urbs. Segundo ele, a partir de novembro, o salário base do motorista passará a ser R$ 560,00, para um período de seis horas. Os cobradores passarão a receber 336,00, também por seis horas. Considerados anuênios e adicionais, o salário médio é de R$ 650,00 para motoristas e R$ 390,00 para cobradores.
Mesmo com o aumento, a tarifa em Curitiba é uma das mais baixas do País. Em diversas outras cidades brasileiras, como São Paulo, Brasília, Campinas, Santos, São José dos Campos, Limeira, Sorocaba, Piracicaba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema e Osasco os valores praticados ficam entre R$ 0,80 e R$ 1,00. Em cidades como Londrina e Maringá, a tarifa de R$ 0,75 já vigora desde o primeiro semestre.
EstaR - O valor da hora de estacionamento nas faixas cobertas pelo EstaR também sobe. O reajuste será de 9,1% e o bilhete comercializado a R$ 0,55 passará a custar R$ 0,60.

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