O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) de Londrina, Wilson Sella, descartou anteontem a possibilidade de redução de tarifa no transporte coletivo urbano por causa da contínua queda no valor da gasolina. Sella explicou que a queda dos últimos dias de aproximadamente 20% no preço da gasolina não influencia o valor da tarifa do transporte coletivo: ‘‘Apenas 5% da tarifa de R$ 1,15 correspondem aos gastos com combustível. Entretanto, as empresas utilizam o diesel, que teve pouca variação nos últimos meses’’. De 1º de junho do ano passado até o começo desse ano, o diesel variou de R$ 0,72 a R$ 0,73 o litro, atingindo um pico de R$ 0,79 em outubro.
Apesar dessa diferença de variação entre os combustíveis, o vereador Paulo Arildo (PHS) requisitou anteontem ao prefeito Nedson Micheleti (PT) redução imediata em 20% no valor da tarifa do tranporte coletivo na cidade. O vereador apresenta dois argumentos: para se calcular a tarifa, considera-se o aumento no valor do combustível; além de o governo federal ter determinado recentemente que o valor do combustível fosse reduzido em 20%. No requerimento, ainda não respondido, Arildo se esqueceu de definir qual combustível é considerado pela CMTU quando se elabora o valor para a tarifa do transporte coletivo.
Sella acrescenta que se as empresas utilizassem gasolina, ‘‘mesmo assim, a queda seria de R$ 0,01, pois corresponde a uma redução de 20% aos restritos 5%’’. O gerente geral das Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gil Dalmo de Mendonça, prevê que a tarifa ideal em Londrina seria a de R$ 1,50: ‘‘Se fôssemos realizar todos os cálculos corretamente seria esse valor. O que mais pesa na tarifa são os salários dos motoristas e cobradores’’. Dos 1.100 funcionários da empresa, 900 exercem essas duas funções. Os salários iniciais correspondem a R$ 481,70 (cobrador) e R$ 778,51 (motorista). Para esse ano, não há previsões de que a tarifa do transporte coletivo sofra aumentos. ‘‘É vontade do prefeito que o valor permaneça no R$ 1,15’’, informou Sella.
Apesar de utilizarem principalmente a gasolina, as tarifas correspondentes aos serviços de táxi e mototáxi não serão alteradas, antecipa Sella: ‘‘No caso do táxi, a gasolina só influi em 8% no valor final; em relação ao mototáxi, apenas 7,5%, o que provocaria uma redução de R$ 0,1 caso fôssemos reajustar’’. Atualmente, os táxis cobram R$ 1,43 por quilômetro rodado, enquanto os mototáxis trabalham sob uma base de cálculo de R$ 0,20 por quilômetro. ‘‘Quando houve um reajuste no ano passado, o sindicato dos taxistas optou por não reajustar completamente o valor da corrida para poderem competir com os mototáxis’’, explica Sella. A Folha não conseguiu encontrar o vereador Paulo Arildo.

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