Tarifa metropolitana pode subir para R$ 1,55
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segunda-feira, 16 de junho de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A presidente da Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), Yára Eisenbach, avisou ontem que vai entregar o gerenciamento do transporte coletivo metropolitano da Grande Curitiba para o governo do Estado. Ela se mostrou irritada com a direção da Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), órgão do governo do Estado que propôs reajuste da tarifa de integração do ônibus metropolitano de R$ 1,50 para R$ 1,55.
Segundo Yára, pelos cálculos da Urbs, o reajuste não cobre os custos operacionais. Ela disse se recusar a administrar um sistema que dá cerca de R$ 2 milhões de prejuízos por mês e propôs que a Comec gerencie a parte metropolitana da integração e a Urbs, o sistema de ônibus urbano da capital.
De acordo com o chefe do Departamento de Operações da Comec, Hilnon Silva Júnior, o órgão utilizou como parâmetro um estudo da empresa de consultoria Lojitrans, contratada para levantar a planilha de custos das empresas de ônibus metropolitano. O levantamento foi feito em acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo.
De acordo com Silva Júnior, empresa de consultoria comprovou que o reajuste proposto de 3,69% compensa o aumento de custos. Ele disse que a redução no preço dos combustíveis também compensa a elevação dos demais custos, inclusive gastos com pessoal. Se o governador aprovar, a nova tarifa deve entrar em vigor na semana que vem. Cerca de um milhão de pessoas utilizam o transporte metropolitano.


