Tarifa menor surpreende usuários do transporte
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Principais beneficiados pela liminar do Tribunal de Justiça que reduziu a tarifa do transporte coletivo de R$ 2,25 para R$ 2,10, grande parte dos usuários do serviço que circulavam pelo Terminal Urbano Central na manhã de ontem ainda não sabia da decisão. Quem pagou a passagem com cartão continuou desembolsando - sem saber - o valor anterior, pois as empresas ainda não tinham feito a reprogramação das catracas. Já os que fizeram o pagamento em dinheiro se surpreenderam com o troco.
De acordo com funcionários que trabalham na entrada do terminal, o acesso dos passageiros foi tranquilo porque a maioria das pessoas usa o cartão eletrônico e não tinha tomado conhecimento da mudança. Foi o caso da operadora de caixa Camila Fernandes, que ficou sabendo da queda no valor da passagem pela reportagem da FOLHA.
''Acho que R$ 2,10 é um preço mais justo. Para quem depende de salário, R$ 2,25 é caro'', afirmou Camila, que poderá utilizar o transporte coletivo para o lazer com a economia de R$ 0,30 por dia. ''Às vezes deixo de vir ao Centro para não gastar com ônibus. Pagando menos, vou poder usar o que sobra para passear.'' Camila também contabilizou o prejuízo que terá por pagar R$ 2,25 até a reprogramação das catracas. ''Meu cartão ainda está pela metade.''
O metalúrgico Gesiel Lucindo já tinha ouvido a notícia da diminuição do preço e achou a decisão ''justa''. ''Antes, estávamos pagando muito caro pela qualidade do serviço prestado'', disse. Ele espera que o valor excedente desembolsado por causa da programação das catracas seja revertido em bônus para pagamento do transporte. ''Os passageiros terão de ser reembolsados.''
A diarista Maria Tereza Cabral faz faxina três vezes por semana e já inclui o valor da passagem nos R$ 40,00 que cobra por dia de trabalho. Apesar de ter recebido R$ 0,15 de troco quando pagou o coletivo, ontem, ela não sabia que a devolução relacionava-se à queda no valor da tarifa. ''Achei bom, mas, para mim, R$ 2,00 já estaria bem pago para pegar ônibus lotado e demorado'', reclamou.
O pintor Silvaldo Ribeiro também foi informado da redução pela reportagem e fez as contas da economia que fará por pagar R$ 0,30 a menos todos os dias, para ir e voltar do trabalho. ''Dá mais de R$ 6. É um dinheiro que faz falta.''
Em nota divulgada ontem, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) disse que recebeu a notícia da liminar com ''extrema surpresa''. O pedido de liminar consta na ação civil pública impetrada pelo Ministério Público. A CMTU já recorreu da decisão e o Metrolon informou que também tomará medida semelhante.


