Com o preço da passagem de ônibus a R$ 1,15 em Londrina, as moedas de R$ 0,05 e R$ 0,10, antes esquecidas, estão deixando os ‘‘cofrinhos’’ e voltando a circular. A cena está se tornando comum nos ônibus e na entrada do Terminal Urbano – pessoas revirando a bolsa, os bolsos ou a carteira, para achar moedas.
‘‘Eu vou juntando as moedinhas, para ter na hora de pagar o ônibus, mas não gosto de carregar porque faz muito volume na carteira’’, disse o pintor Valdecir Alves de Melo, de 37 anos. ‘‘Quase não saio, mas quando vou andar de ônibus, tenho que procurar as moedinhas. Se fosse um valor redondo seria melhor’’, disse a aposentada Maria Luiza Moraes Ferreira, de 55 anos.
Para o chefe de tráfego da empresa Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), Daniel Martins, o drama, que é a falta de moedas para troco no comércio, não atingiu o pagamento da tarifa de ônibus. ‘‘A falta de moedas é realmente um problema no comércio em geral, mas os cobradores vão para os ônibus com fundo de caixa suficiente para atender a jornada de trabalho e não faltar moeda para o troco’’, disse.
A assessoria de imprensa da Francovig informou que a empresa tem providenciado mais moedas para troco e que os passageiros também estão colaborando, levando o valor trocado da passagem ou um valor próximo. ‘‘As pessoas sabem que se não usarem as moedas que estão guardadas vai fazer falta na hora do troco’’, disse o cobrador, João Ricardo de Souza.
Mesmo assim, alguns passageiros reclamam da dificuldade em juntar moedas para pagar a nova tarifa. ‘‘Não é sempre que a gente tem trocado. Já cheguei a pagar R$ 1,20 ou R$ 1,25, o cobrador não ter troco, e ficar por isso mesmo’’, reclamou a diarista Marli Cunha, de 38 anos.
Para facilitar o troco, as empresas recomendam a utilização do passe de ônibus, ou vale-transporte. ‘‘O passe é mais seguro e agiliza o embarque’’, explicou Martins. ‘‘É melhor usar o passe e não ter problema em achar moedas’’, confirmou a auxiliar de enfermagem, Lenir Lídia Specian, de 42 anos.

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