Israel Reinstein
De Curitiba
A partir de amanhã, os quase 2 milhões de usuários da Rede Integrada de Transporte da Região Metropolitana de Curitiba terão que pagar mais para andar de ônibus. A Urbs (órgão que gerencia o transporte coletivo da capital e de parte da RMC) reajustou linearmente as tarifas em R$ 0,10, fazendo com que a passagem de Curitiba passe de R$ 0,90 para R$ 1,00. Já nas linhas metropolitanas não integradas, os usuários vão pagar passagens de R$ 0,90 a R$ 1,75.
Ontem, o prefeito Cassio Taniguchi avisou aos vereadores do aumento. Em argumentação apresentada pela Urbs, o reajuste foi justificado pelas altas no salários dos motoristas e cobradores, além da reposição da inflação. O reajuste foi de 11,11%, sendo que a inflação medida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômico (Dieese) – o ICV – foi de 2,5% e a apontada pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) alcançou 5,16%, no período de maio de 99 a janeiro de 2000.
Desde que assumiu o governo, em 96, o prefeito Cassio Taniguchi já reajustou quatro vezes as tarifas de Curitiba. No ano da posse, o passageiro pagava R$ 0,65. Com este último aumento, a prefeitura já reajustou em 53,84% a passagem, quando no mesmo período, a inflação subiu, de acordo com o ICV do Dieese, em 19%.
A prefeitura alega que cresceram os gastos com óleo diesel e com pessoal, enquanto o número de passageiros caiu 5,48% e a frota cresceu 7,93%, junto com o número de quilômetros rodados (8,97%).
O presidente da Urbs, Fric Kerin, explicou que o reajuste de R$ 0,10 será necessário ainda para cobrir despesas com o acréscimo e a renovação de 5% da frota, necessária nos horários de pico. Atualmente, o sistema integrado atende em média 1,9 milhão de passageiros por dia, mas, segundo a prefeitura, apenas 1,1 milhão pagam tarifa, por causa da integração com 12 municípios da RMC.

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