Tarifa de ônibus sobe para R$ 1,90
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sexta-feira, 07 de janeiro de 2005
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
O londrinense pode ir fazendo as contas para desembolsar mais dinheiro na hora de andar de ônibus. A tarifa do transporte urbano irá subir de R$ 1,60 para R$ 1,90 já a partir do próximo domingo, dia 9. O acréscimo foi de 18,75%. O reajuste não agradou as empresas, que reivindicavam uma tarifa de R$ 1,95. Mas necessária''. O decreto autorizando o aumento foi assinado pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) no final da tarde de ontem.
Por 20 meses a tarifa do transporte coletivo de Londrina se manteve em R$ 1,60. ''Adiamos o aumento o tempo máximo possível'', declarou a ex-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) Rosimeiri Suzuki Lima. Ela passou o cargo para Gabriel Ribeiro de Campos no início da semana e estava ontem, na coletiva sobre o reajuste tarifário.
Campos contou que desde a última segunda-feira debruçou-se sobre o levantamento de custos feitos pelos técnicos da prefeitura. Ele disse que um dos fatores para a demora no reajuste foi o volume de reclamações e os protestos gerados pelo último aumento, ocorrido em 1º de junho de 2003. Na época, houve manifestações e um rapaz de 21 anos foi atropelado por um ônibus e morreu.
A justificativa para o reajuste, de acordo com Campos, está no aumento dos custos para a realização do serviços. ''Precisamos ter em mente que tipo de transporte nós queremos e qual o valor necessário para manter a qualidade'', argumentou. Segundo ele, as empresas alegam que o preço do combustível e de outros insumos teve reajuste e que a tarifa precisaria ser corrigida.
A loja de passes, na Rua Quintino Bocaiúva, e os guichês do Terminal Urbano ainda estão vendendo passes e créditos para o Cartão Transporte com o preço atual, permanecendo abertos, inclusive, amanhã até às 17 horas.
O secretário do Metrolon, sindicato que representa as empresas Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Francovig, Gildalmo de Mendonça, afirmou que ''o aumento não é bom para ninguém''. De acordo com ele, o número de passageiros nos ônibus cai de 6% a 7% cada vez que ocorre algum aumento no valor da tarifa. Segundo avaliação dele, haveria ''algum item incorreto'' na planilha da CMTU, o que implicaria em um valor mais baixo para a tarifa do que o solicitado pelas empresas.
Enquanto as empresas se adaptavam ao aumento dos insumos, disse, o valor da passagem ficou estabilizado por 20 meses. ''Só o diesel foi reajustado em 24% nesse período'', esclareceu Mendonça. Para ele, os reajustes da tarifa deveriam ser anuais, pois seria menos prejudicial para as empresas e causaria um impacto menor no orçamento dos usuários. ''Poderíamos talvez até deixar algum ano sem aumento caso os custos se mantivessem'', avaliou.
Campos adiantou que a intenção da prefeitura é adotar o cronograma de aumentos anuais e que janeiro seriam uma boa data para.
A duas empresas têm uma frota de 372 ônibus, distribuídos por 72 linhas. Mensalmente, são feitas 3,7 milhões de viagens.


