Tarifa de ônibus sobe no domingo
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O preço das passagens do transporte coletivo, das corridas de táxi e da tarifa de embarque e desembarque cobrada no Terminal Rodoviário de Londrina sofrerão reajustes à zero hora de amanhã. Os usuários dos ônibus urbanos, que no último mês de agosto já haviam enfrentado um reajuste de 5% no valor da passagem, terão que conviver a partir de amanhã com mais um aumento, desta vez de 7,14%, o que elevará o preço para R$ 2,25. Já as passagens do serviço Psiu passarão de R$ 2,65 para R$ 2,85. Hoje os postos de venda de passagens permanecerão abertos das 8 às 18 horas para atender os usuários.
Os novos valores foram anunciados na tarde de ontem pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Lindomar Mota dos Santos, e pelo diretor de Transportes, Wilson de Jesus. O reajuste nas tarifas de táxi, segundo o diretor, não era feito desde abril de 2005. A bandeirada passará de R$ 3,90 para R$ 4,20, enquanto o valor do quilômetro rodado, durante o dia, sobe de R$ 1,80 para R$ 2,10 (bandeira 1), e de R$ 2,20 para R$ 2,40 durante a noite (bandeira 2). Já a hora parada, em ambos os casos, passará de R$ 12,00 para R$ 13,50. O índice de reajuste, neste caso, é de 12,5%.
No caso dos táxis, os motoristas terão prazo até o próximo dia 5 para adequar e fazer a aferição dos taxímetros de acordo com os novos valores. Já no Terminal Rodoviário, quem for viajar a partir de amanhã já pagará o novo preço da taxa de embarque: R$ 3,50. A taxa anterior era de R$ 2,95, o que significa um aumento de 19,01%.
Segundo o presidente da CMTU os reajustes significam uma ''reconstituição dos valores'' baseada em levantamento detalhado dos índices dos últimos meses. ''Em agosto, quando o último aumento foi concedido, não tínhamos os números efetivos de todos os índices que incidem sobre o sistema de transporte, por isso consideramos os valores mínimos. Hoje temos todos os cálculos detalhados, o que nos dá segurança e tranquilidade para elaborarmos a nova planilha, que restabelece a realidade do transporte coletivo de Londrina'', disse Santos.
Entre as justificativas para os reajustes estão o aumento no preço dos insumos nos últimos cinco meses e nos salários de motoristas e cobradores - que foram reajustados em 1,4% no período -, a diminuição no número médio de passageiros em função da epidemia da gripe A e a aquisição de novos ônibus para a frota.
Lindomar dos Santos informou ainda que algumas alternativas estão sendo estudadas para diminuir os custos do transporte coletivo, como canaletas exclusivas para a passagem dos ônibus, que permitiriam aumentar a velocidade média dos ônibus urbanos dos atuais 17 km/hora para 25 km/hora, o que significaria um menor desgaste dos carros e diminuição no consumo de combustível.
Má surpresa
No Terminal Urbano Central a notícia da nova tarifa pegou de surpresa os usuários do sistema, na tarde de ontem. Muitos consideraram o aumento abusivo. A socióloga Flora Inês Campano comparou os preços do transporte urbano e da alimentação para ilustrar como a passagem pode pesar no bolso do trabalhador. ''Antigamente, quando vínhamos para o Centro, compensava voltar para casa para almoçar. Hoje em dia a passagem é tão cara que compensa comer por aqui.''
Para a desempregada Rita de Cássia Rocha de Souza a situação deve ficar ainda mais complicada depois dos reajustes. ''Acabei de perder o emprego porque a senhora que eu cuidava disse que não tem condições de arcar com o preço do ônibus. Agora então, não sei como vai ser. Acho que vou ter que parar de trabalhar e ficar em casa cuidando da minha mãe'', lamentou.


