Tarifa da Zona Azul sobe amanhã
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terça-feira, 02 de dezembro de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Será publicado hoje decreto que autoriza o reajuste na tarifa do estacionamento rotativo, Zona Azul, das 1,5 mil vagas do centro de Londrina. Com o aumento, que vigora a partir de amanhã, a hora passa de R$ 0,60 para R$ 0,70 e a meia hora de R$ 0,30 para R$ 0,40.
O aumento foi liberado após análise da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de balancetes da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), exploradora do serviço que alegou defasagem financeira nos custos de operação. Duzentos e trinta adolescentes de 16 a 18 anos trabalham na Zona Azul.
Segundo o presidente da Epesmel, padre Lídio Roman, o aumento deve melhorar a situação financeira da entidade mas o valor ainda não é o ideal. ''Vai ajudar bastante, pelo menos para cobrir o reajuste dos meninos (15,5% em novembro) mas o ideal seria que a tarifa fosse R$ 0,75'', comenta.
O gerente de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, comenta que a tarifa estava sem reajuste há sete anos e a companhia optou por dar um aumento maior para a tarifa de meia hora para compensar o reajuste. ''No levantamento, avaliamos uso maior do cupom de meia hora'', comenta.
Paralelo ao aumento, diz Grotti, a CMTU deve iniciar um trabalho de avaliação no sistema. ''Vamos partir para uma avalição do número de vagas, ociosidade e horário como forma de otimizar os custos'', afirma. Há possibilidade, segundo ele, de aumentar o número de vagas regulamentadas.
Com o aumento, Londrina passa a ter uma das tarifas mais altas do Estado com exceção da capital, onde a hora é R$ 0,75. Nas demais cidades, o serviço varia entre R$ 0,50 e R$ 0,60. A situação da Zona Azul, que tem também pendências com a Procuradoria do Trabalho pelo uso de menores situação única entre as maiores cidades do Estado, onde o serviço é administrado por concursados , chegou a ser discutida na Câmara. ''Vejo com preocupação esse reajuste o que tinha que ser feito era baratear o sistema'', comenta o vereador Orlando Bonilha (PL).
Uma das propostas dos vereadores era reduzir custos e modificar a comercialização dos talões passando a responsabilidade ao comércio. Contudo, a reunião com representantes do setor e vereadores não vingou. ''Queremos conversar para resolver essa questão do Ministério do Trabalho'', afirma o vereador Roberto Kanashiro (PSBD) que afirma que vai tentar agendar a reunião nos próximos dias.


