Dos ombros do pai, Igor Felipe, de quatro anos, passeava entre o mar de gente que inundou as ruas do Parque de Exposições Ney Braga ontem, no último dia da 47 Exposição de Londrina. ''Ele gostou de ver os carros'', traduz o comerciante Piter Ogliani, 33 anos. É a segunda vez que leva o filho na feira, que este ano, ele acredita estar melhor organizada. ''Foi um marketing bem feito e a expectativa foi correspondida; afinal, olha o tanto de gente andando''.
O público de ontem e dos outros dez dias de Expo ainda não foi contabilizado. Segundo a assessoria de comunicação da feira, os números oficiais serão divulgados ainda nesta semana. ''O que podemos adiantar é que as expectativas foram todas correspondidas. Até a última sexta-feira, os leilões tinham comercializado cerca de R$ 12 milhões. Os shows tiveram público de 70%, em média, dos ingressos comercializados. E a família voltou ao Parque de Exposições, isto é o que comemoramos'', avalia o coordenador da Exposição, José Antônio Fontes.
A comerciante de velas Renata Marcelino Ribeiro também parecia satisfeita com os resultados do evento. ''Para nós o mais importante foi a divulgação do nosso produto. Só tínhamos loja em Curitiba e logo vamos abrir uma loja no Shopping Catuaí, então foi importante para o público conhecer''. O colega dela, Aristides Barion, que comercializa cosméticos e perfumes também acredita que a Expo foi uma vitrine para a sua marca. ''Somos de Cambé, temos 150 produtos e só nestes 11 dias entregamos 20 mil cartões perfumados. Além de boas vendas''.
Mas tem gente que vê o fim da feira como começo de uma época de incertezas. O vigilante Júlio César Franco é de Itambaracá e está há 28 dias em Londrina. ''Vim atrás de serviço, consegui aqui de vigilante e agora não sei o que vou fazer. Talvez vou para uma chácara de uma igreja trabalhar de caseiro''. A margarida Andrea Pedro Pereira também ficará sem trabalho com o fim da Expo. ''Foi legal trabalhar. O povo é mais ou menos bem educado, porque ainda joga muito lixo no chão, mas não foi difícil, não''.
Já a vendedora de maçã do amor Andréia Cristina Souza está aliviada com o fim da festa. Vai poder matar a saudade dos cachorros e deixar de se preocupar com a segurança da própria casa que ficou fechada em Presidente Prudente (interior paulista). ''Foi muito bom este ano. As vendas foram melhores que em 2006. Vamos embora felizes, nos preparando para outra outra feira, desta vez em Maringá, mas precisamos de um tempo de descanso''. Durante doze dias, ela, os pais, o namorado e outros colegas e parentes dormiram no próprio trailer armado no Parque Ney Braga, onde vendiam os doces. ''Já dá saudade do travesseiro''.

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