Tanque de guerra é atração na ExpoLondrina
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Depois do sucesso da apresentação da Esquadrilha da Fumaça na ExpoLondrina, no último domingo, a estrela da vez das Forças Armadas é o tanque de guerra Leopard A1A. O veículo, fabricado na Alemanha, é considerado uma das máquinas de guerra mais eficientes e modernas do mundo.
A imponência do tanque de guerra chama a atenção de visitantes de todas as idades que vão ao Parque Ney Braga, na Zona Oeste, onde o evento é realizado. Cainã Vinícius, de apenas 8 anos, ficou encantado com as dimensões do Leopard, que tem 2,62 metros de altura, 3,25 de largura e 9,54 de comprimento com o tubo do canhão ancorado. ''Achei que esse tanque tivesse sido usado durante a 1 Guerra Mundial'', comenta.
A imaginação de Joaquim Rodrigo, 9, vai mais longe. Impressionado com o tanque de guerra, ele disse que pretende seguir carreira militar. ''Tomara que quando eu crescer eles me convoquem para dirigir uma máquina, pois se ninguém defender o Brasil muitas pessoas podem morrer'', argumenta.
Em meio às crianças que não conheciam máquinas de guerra, surge um ''expert'' no assunto. Gabriel Cirelli Lopes, 9, conta que tem um jogo de cartas com estampas de tanques do Exército e ficou impressionado ao ver o Leopard. ''Pelo jogo eu consigo comparar todas as características deles. Mas achei bem legal ver um deles de perto.''
Segundo o sargento do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIM) de Apucarana, José Passos dos Santos, contar com máquinas do porte do Leopard é importante para ajudar a manter a soberania do País, independentemente de estar em guerra ou não. ''Essas armas devem ser adquiridas antes que aconteça alguma coisa'', defende. Ele informou que o tanque pertence ao 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, em Francisco Beltrão (Sudoeste).
Armamento pesado
No Brasil 128 unidades foram adquiridas da Bélgica entre 1997 e 2000 para substituir o M41 Walker e o M60. Um segundo lote foi adquirido em 2006. O modelo do Leopard é um tanque do tipo Main Battle Tank (MBT), em português, tanque de batalha principal. Segundo sargento Santos, durante um combate esse veículo fica mais recuado em relação aos veículos que realizam o reconhecimento do terreno. Ele destaca que é muito difícil que um veículo do porte dele seja utilizado no Brasil pelo fato do País ser pacífico.
O oficial relata que mesmo em missões de paz da Organização das Nações Unidas ou nas missões de pacificação das favelas do Rio de Janeiro, a preferência é pela utilização de veículos mais leves como o Urutu, de fabricação nacional.
O interior é dividido em três compartimentos: combate, motorista e motor. A torre gira 360 graus e possui um sistema eletro-hidráulico de direção e de elevação.
O armamento é pesado. É constituído por um canhão de 105 mm, uma metralhadora coaxial Mag de 7,62 mm, um antimísseis Mag de 7,62 mm e oito lançadores de granadas de 76 mm. É capaz de disparar 40 tiros de 105 mm, 4,6 mil tiros de 7,62mm e 24 granadas de 72 mm. O tanque pesa 40 toneladas e atinge velocidade de 62 km/h de frente e 24 km/h de marcha a ré.
O tanque de guerra pode ser visto até domingo e fica próximo ao Pavilhão Alípio Ferreira de Castro, próximo da entrada do Recinto de Shows e Rodeios João Milanez.


