Emerson Cervi
De Curitiba
O prefeito Cassio Taniguchi (PFL) apresentou ontem a minuta do novo plano diretor de Curitiba a arquitetos, corretores de imóveis e engenheiros civis. A reunião foi no salão nobre da prefeitura e contou com representantes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e Sindicato dos Arquitetos do Paraná.
A equipe que coordena as discussões sobre o novo plano diretor também marcou uma reunião no IAB para dia 13 de setembro, quando as propostas serão apresentadas apenas aos arquitetos. ‘‘Ainda temos informações preliminares do novo plano, mas pretendemos conhecer a proposta a fundo para poder apresentar sugestões quando o projeto de lei estiver tramitando na Câmara Municipal’’, disse ontem o vice-presidente do IAB, arquiteto Roberto Sampaio.
Na terça-feira, 17, o prefeito e sua equipe apresentaram a minuta do plano diretor aos conselheiros da Associação Comercial do Paraná (ACP). Em linhas gerais, a proposta estabelece novos eixos de desenvolvimento da cidade, com adensamento populacional nas regiões da BR-116, avenida das Torres, Wenceslau Bráz e Mariano Torres. Possibilidade de transferência de potencial construtivo para os novos eixos de crescimento. Aumento da exigência de recuos laterais. Integração do plano diretor de Curitiba com municípios da região metropolitana e implantação do sistema de transporte coletivo de alta capacidade, o metrô elevado, no trecho urbano da BR-116. ‘‘Maior recuo lateral nos prédios é uma reivindicação antiga do IAB e isso nos agrada bastante’’, disse Sampaio.
O arquiteto Marco Alzamora participou da reunião de ontem a convite do sindicato dos arquitetos. Ele fez críticas sobre a forma como a minuta do novo plano diretor foi preparada. ‘‘Não tenho o que dizer da parte técnica porque ainda não a conheço, mas a minha crítica é pelo fato de terem feito tudo a portas fechadas. Em uma hora e meia não há como conhecer profundamente um plano diretor para apresentar sugestões ou fazer críticas’’, reclama. Alzamora lembra que em julho de 1998 representantes de cinco entidades solicitaram uma audiência com Taniguchi para sugerir a criação de um ciclo de debates para o novo plano diretor metropolitano. ‘‘Não concedeu a audiência e agora quer dar esse ar de democracia para a proposta, é isso que eu critico porque a cidade não é de dois arquitetos e sim de todos nós’’.

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