Kraw PenasLila Jasinski, costureira, tem planos para ampliar sua confecçãoA construção do primeiro barracão comunitário do Linhão do Emprego de Curitiba, localizado no Bairro Novo, foi autorizada ontem pelo prefeito Cássio Taniguchi, através de ordem de serviço. Com essa determinação, Taniguchi deu início ao programa que vai investir R$ 100 milhões em 15 bairros da cidade, com a proposta de estimular a geração de renda e a criação de empregos. A costureira Lila Jasinski esteve na solenidade e torce para conseguir uma vaga no empreendimento. ‘‘Hoje seis pessoas trabalham comigo na minha casa confeccionando roupas, recebendo cerca de R$ 300,00 por mês. Eu não aumento meu negócio por medo do custo do aluguel, que é proibitivo, e levaria nosso lucro. Acredito que com esse imóvel eu poderia ter 20 funcionários e faturar bem mais que os R$ 3 mil ao mês que consigo atualmente’’. Essa expectativa de ampliação das vagas nas empresas é também de Taniguchi, que espera que pelo menos 30 mil novos postos de trabalho surjam dessa iniciativa.
O Linhão do Emprego foi criado por Taniguchi para tentar reduzir os problemas sociais do município. A idéia do projeto é instalar dez barracões de 980 metros quadrados, que seriam divididos em módulos menores para a instalação de pequenos e micro empresários. Essas unidades vão funcionar como incubadoras industriais e vão receber o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e da Asociação Comercial do Paraná (ACP) para formação profissional e comercialização dos produtos.
Os empresários que vão ocupar essas unidades vão ser selecionados nos próximos 90 dias pela Companhia de Desenvolvimento de Curitiba, que já está aceitando inscrições. Quem for escolhido deve ocupar as primeiras unidades a partir do mês de junho, podendo usufruir a estrutura por um período de dois anos. Os empresários que se instalarem no Linhão vão poder contar com uma linha de crédito de R$ 5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Taniguchi disse que os participantes podem vir a receber incentivos fiscais através da redução do ISS e IPTU ‘‘que antes tem que ser aprovados pela Câmara de Vereadores’’.

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