Tampas de bueiro são mistério em Ibiporã
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Walkiria Vieira<br>Equipe NossoDia 
Ibiporã - Não se fala sobre outra coisa em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) e até agora ninguém conseguiu decifrar o mistério: como algumas tampas de bueiros foram viradas do lado contrário em ruas da cidade? Ninguém sabe quem foi o autor da estrepolia.
De acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Casagrande, a constatação foi feita na segunda-feira. Logo em seguida, as tampas foram recolocadas na posição correta pela equipe responsável, mas o falatório se alastrou rapidamente entre a população. Ao todo, três tampas localizadas na região central foram reviradas: uma na rotatória próxima ao Corpo de Bombeiros, outra na Rua dos Estudantes e a terceira na esquina da Rua Vicente Machado.
"Não é algo fácil de se mexer. Isso nunca aconteceu e o curioso é que foram na mesma sequência", comentou o secretário. A hipótese de a chuva ter levantado as tampas também foi descartada, já que na noite anterior não choveu. "Não temos uma explicação para o que aconteceu. As tampas pesam de três a cinco quilos e são necessários pelo menos dois ganchos para retirar cada. Além disso, trata-se de um lugar insalubre", completou Casagrande.
As tampas são chamadas formalmente de postos de visitas das galerias para escoamento da água da chuva. Elas servem para equipes fazerem vistorias e checar se o sistema está funcionando adequadamente e se não há lixo obstruindo a passagem subterrânea.
Perigo
O vendedor Rafael Giroldo, de 26 anos, atua em um comércio de café no Centro e disse que estranhou ao perceber uma tampa virada. "Pode ser vandalismo, é o que passa na minha cabeça. Ou seria um rato de esgoto dos bem grandes, um rato ninja?", brincou. Depois disso, ele afirmou que ficou mais atento ao circular pela cidade, pois quando viradas do lado errado, as tampas apresentam relevo e podem oferecer perigo. "Quem faz isso deve estar bem desocupado", criticou.
A vendedora Katilen Julimary da Silva, de 27, lembrou que "antigamente", quando chovia muito forte, as tampas se soltavam. "A água ficava saindo pelos furinhos, mas com a limpeza das bocas de lobo, isso não aconteceu mais. Minha mãe mora a umas cinco quadras do Centro e esses dias uma apareceu virada. Ela mora lá faz 15 anos e ninguém soube como isso aconteceu, até porque não choveu", apontou.
A gerente administrativo Luana Araújo Adrian, de 25, também disse não fazer ideia de como as tampas viraram. "Passei por uma destas tampas quando desci do ônibus e reparei que estava diferente", confirmou. O designer Rafael Lopes, de 24, chegou a ver duas tampas metálicas que dão acesso aos poços de acesso abertas. "Em um primeiro momento pensei que tivessem feito alguma mudança, mas logo percebi que aquela fosse a parte inferior."
Helder Aparecido Boscolo, de 28, é leiturista do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) e acredita que tudo não passou de uma "molecagem de alguém". "Só a equipe de esgoto sabe executar serviços corretamente e tem autorização para mexer nas tampas. Então, ninguém pode tocar nelas porque isso pode colocar em perigo tanto quem mexe onde não deve como as pessoas que passam de carro, moto ou bicicleta", alertou.


