Tamarana terá consultório odontológico ambulante
A partir de abril, um ônibus adaptado com consultórios odontológico e médico começa a circular pela zona rural de Tamarana (60 km ao sul de Londrina). O ônibus, que custou cerca de 23 mil, levará um médico, uma enfermeira e um dentista para atender pacientes que têm dificuldades de transporte para procurar o serviço na cidade.
O prefeito de Tamarana, Edison Siena, ressalta que existem moradores em localidades distantes da cidade e que, por isso, têm dificuldade em procurar os postos de saúde e o hospital São Francisco. A princípio, o ônibus percorrerá, em dias a serem determinados, o Bairro dos Moreira e os assentamentos Mandassaia e Mundo Novo. Estamos estudando os outros locais beneficiados, observa.
A inauguração oficial do ônibus aconteceu ontem, com a participação da governadora em exercício Emília Belinati e do secretário estadual de Saúde, Armando Raggio. Na ocasião foram inauguradas também uma clínica de fisioterapia e um ambulatório ao lado do hospital.
Funcionando três vezes por semana, a clínica de fisioterapia custou R$ 72 mil e atende pacientes que antes eram obrigados a se deslocar a Londrina para fazer tratamento. O ambulatório tem o objetivo de desafogar um pouco o fluxo de pacientes do hospital - o custo da obra foi de 28 mil. O ônibus e as duas obras foram conseguidas com recursos do município. Edison Siena informou que o Estado pagou a reforma do hospital, que custou R$ 68 mil.
Parceria entre os governos estadual e federal e os municípios para a reativação do Hospital Londrina, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Esta é a sugestão do secretário Estadual de Saúde, Armando Raggio, informando que somente o Estado não tem forças para abrir e transformar o prédio em um hospital metropolitano.
O hospital, que pertence ao Instituto Geral de Assistência Social Evangélica (Igase), foi desativado em 1997. Na época, o Governo do Estado falou sobre a possibilidade de adquirir o prédio, mas depois a idéia foi abandonada. Agora há informações que o prédio está à venda, mas os equipamentos não estão mais lá e o que estão pedindo pela obra civil pode ser maior do que construir um novo hospital, afirma o secretário. Segundo ele, o prédio estaria à venda por R$ 6 milhões.Arquivo FolhaO prefeito de Tamarana, Edison Siena: atender moradores distantesLucilia Okamura





