Tamarana define prioridades para a Ação Social
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de julho de 1997
Célia Baroni 
Londrina
Cerca de 100 pessoas, entre população em geral, representantes do poder público municipal e comunidade organizada, participaram da 1ª Conferência de Assistência Social de Tamarana. Realizado no sábado à tarde, no salão paroquial, o encontro discutiu o quadro atual da assistência social, ações prioritárias e elegeu os membros do Conselho Municipal de Ação Social.
Estamos iniciando a implantação de uma política social. É um desafio para todos nós porque sabemos que vamos construir a base para todas as administrações que se seguirão, afirma a secretária de Ação Social, Maria Inez Barbosa Marques. Recém-emancipada, Tamarana deixou de ser distrito de Londrina e passou a município no início do ano.
A conferência confirmou as ações em prol da criança e do adolescente como prioritárias. A secretária explica que Tamarana enfrenta sérios problemas com o êxodo escolar. As crianças saem da escola para trabalhar nas lavouras e ajudar no orçamento da família.
Cerca de 50% da população de Tamarana - 8.770 habitantes - vivem na área rural. E o perfil salarial das famílias aponta que 55% delas vive com salários abaixo de três mínimos. A baixa renda unida ao vínculo rural criou nas famílias o hábito de tirarem as crianças da escola sempre que aparece a possibilidade de trabalho, diz Maria Inez Marques.
A situação se agrava, diz ela, com a falta de oferta de creches e alternativas de profissionalização para os jovens. A secretária esclarece que a administração adotou um plano estratégico de ação nos moldes do realizado em Londrina. E, desde o início, mantém o programa Educando, Brincando e Formando Cidadão, que atende a 50 crianças e adolescentes. E recebe verbas do programa federal Brasil: Criança Cidadão - R$ 1.250,00 por mês.
Além dele, iniciativas como a creche que atende 140 crianças; o Criança Esperança, da Paróquia São Roque, com 40 vagas; e o Solidariedade e Partilha, que atende 30 crianças e é mantido pelas irmãs de Santana, contribuem para o trabalho. Mesmo assim, as vagas ofertadas são insuficientes para atender a demanda. Hoje nós precisaríamos de pelo menos o dobro, afirma a secretária.


