Tamarana comemora notícia da retirada do agrotóxico
Benê Bianchi
A notícia da assinatura do contrato para incineração do lixo tóxico armazenado em Tamarana (62 quilômetros ao sul de Londrina) foi recebida com alívio pela presidente da Autarquia de Esporte, Turismo e Meio Ambiente da cidade, Maria Aparecida Zanatta. Ela lembra que é antiga a reivindicação para que fosse dado um fim aos produtos armazenados na área.
Maria Zanatta, que está desde a semana passada fazendo um curso na Embrapa de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, soube da notícia pela reportagem da Folha. Fiquei muito contente. Esta é uma vitória do município de Tamarana, que teve o apoio da Promotoria do Meio Ambiente de Londrina e da Suderhsa.
Ela observa que a área pertence ao Governo do Estado, mas a Autarquia pretende solicitar um levantamento no local para saber exatamente em que condições se encontra o solo. Só então, poderá fazer propostas para ocupação da área.
Maria Zanatta ressalta que a principal preocupação da administração de Tamarana era com a retirada do lixo tóxico e que não foi discutido nenhum possível projeto para a área. A Folha tentou ouvir o prefeito de Tamarana, Édison Siena, mas ele estava viajando e não foi localizado.
O depósito de lixo tóxico de Tamarana começou a ser utilizado em 87 como uma solução temporária para um problema que atingia todo o Estado. Os galpões de alvenaria construídos no local eram, inicialmente, destinados a abrigar um presídio, o que nunca ocorreu.





